terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um Post de Natal

Se tem uma época do ano que eu realmente amo, não é nem meu aniversário, é o Natal!!

E o pior é que Natal parece ser bem ame ou odeie, e geralmente as pessoas que odeiam reclamam de toda a falsidade envolvida, etc.

Então um dia eu me peguei pensando: "Um Conto de Natal", do Charles Dickens, deve ser a história natalina mais famosa de todos os tempos. Sério, todo mundo conhece o "eeeu sooou o espííírito do Nataaal do Passaaado...BUU!" E essa história fala precisamente sobre o quê? Um velho rabugento que odiava o Natal e foi condenado por isso.

Pelo jeito, a Inglaterra vitoriana tem muito a ver com o que conhecemos hoje como o Natal. E não é só ela, a Europa num geral transmitiu isso entre si e pros seus rebentos; leia-se, colônias.

Quer dizer, de onde veio essa ideia de bondade e sorrisos? Parece que juntaram a famosa filosofia cristã de "amai-vos uns aos outros"+ nascimentos que quase sempre são alegres + uma dose de felicidade inocente e canções; põe tudo isso junto de uma guirlanda e um pinheiro enfeitados, incorporados de uma religião pagã e TANDAM: so this is Christmas!!
Depois a parte comercial ficou mais...aflorada, digamos, e a Coca-Cola mudou a roupa do Papai Noel, mas deixemos isso pra lá. Todo mundo já sabe :^)

O interessante é que desde o meu querido Charles Dickens lá em cima, o Natal já podia ser considerado uma data meio transcendental. Tipo, é o nascimento de Jesus, mas se você não curte a ideia pode apenas levar em conta como um ótimo momento para fazer alguma coisa boa, ou ser legal com as pessoas. Nem que seja no último mês do ano.
Isso pode envolver e/ou parecer falsidade para muitos, mas funciona pra mim. Sério.
Se eu posso realmente desejar que a pessoa tenha uma boa festa, um feliz Natal, porque eu não faria isso? E pensa, às vezes você fala isso da boca pra fora, mas pra pessoa que ouviu foi uma coisa boa.

É meio que uma data em que pelo menos todo o mundo ocidental respira a mesma coisa; por isso eu nem implico tanto com a decoração tipicamente europeia. Gente, isso é MÁGICO!
Sério mesmo, as luzinhas são ótimas e as pessoas podem ser bastante criativas na hora de enfeitar os lugares (nunca me esquecerei dos Presépios típicos que eu vi uma vez *-*)
E tem todas aquelas referências que você conhece desde que nasceu, tipo as músicas e a história do Quebra-Nozes, Grinch, episódios natalinos especiais em todos os lugares... Sério! Sabe aquela sua série favorita, ou o desenho que você sempre assistia quando criança (tudo que eu vejo até hj :x)? Tem um episódio de Natal, certeza!!
Então, porque ficar reclamando sobre o quão comercial o Natal é, se até Che Guevara e Mao Tsé-Tung são comerciais?


Pra que reclamar que as pessoas são falsas? Seja falsa com elas também, já que é assim.
Veja alguns filmes inocentes e bobos com crianças brincando na neve e ficando sozinhas em uma casa que é alvo de bandidos.

Escute aquelas músicas inconfundíveis e fofinhas (do tipo que me fazem sorrir que nem uma besta, balançar que nem uma autista e ficar emocionada) e se não gosta, pelo menos cante-as pra outra pessoa, só pra irritá-las.
Pelo menos uma vez no ano veja o lado bom e divertido da coisa, e se não tiver nenhum, invente ^^

Por isso, um Feliz Natal a:
> todos os Scrooges por aí;
> todas as Claras e seus Quebra-Nozes (e que elas tenham boa sorte com o Rei-Rato);
> aos presepistas e decoradores (mesmo que todos viremos um pouco disso nessa época) - sem vocês não seria a mesma coisa;

> a todos os que celebraram o Hanukkah, mas nesse caso seria Feliz Hanukkah =D
> e um especial a todos os meus familiares e amigos =DD


Eu disse que ficava toda boba nessa época...
Pra quem entender, é o momento em que eu viro INFJ :x



P.S1.: Vai rolar um #now playing aqui no final do post. Por culpa das aulas até a semana do Natal, eu estava completamente fora do clima, então vi filmes natalinos como "Os Fantasmas de Scrooge" e abri minha pastinha de músicas natalinas (não me julguem!!). Mas foi quando eu ouvi a versão que o Brendon Urie fez para "White Christmas" que eu me inspirei totalmente, foi tão espontâneo *-* aH! Eu não conheço uma pessoa que não goste dessa música, é famosona!! E ficou tão legal... parem de reclamar porque a voz dele tá grave ¬¬

P.S2.: eu não consigo gostar do Ano Novo. Não sei se é a perspectiva de ficar mais velha, ou a perda do aconchegante clima natalino... Pode ser também porque as pessoas o transformaram em uma espécie de Carnaval, trocando as penas por roupas brancas e lingeries representando seus desejos para o novo ano ._.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

/vəˈrɒnɪkə/ - segundo o Alfabeto Fonético Internacional

Eu tenho uma pequena obsessão narcisista: encontrar coisas relacionadas ao meu nome.
O problema é que não existe NA-DA com o meu nome.

Sabe... hoje eu assisti "Across the Universe", e não, eu não irei fazer um post resenha porque já xinguei muito no twitter...
Mas o filme me fez lembrar que quando eu era menor cismei que um dia encontraria uma música dos Beatles com meu nome (esse foi meio que meu momento Scarlett O'Hara... "Com Deus como testemunha", etc...) e de quebra ganharia alguns milhões com isso.
Hoje estou bem conformada que tal música não existe e que o máximo que eu ganharia seria um processo ._.
Pois é, se nem o povo que mais adorava fazer música com nome de gente fez uma com Veronica, a coisa fica bem desanimadora, né?

Então fui pra nomes de personagens... Não existe. "Verônica" não é carismático o suficiente. Portanto, o momento de maior felicidade pra mim foi quando chamaram a Violet Baudlaire, de "Desventuras em Série", de Verônica. Foi tão épico *-*
Também teve uma novela mexicana com uma Verónica como protagonista, mas ela era chata e a vilã, Virgínia, era muito mais legal ¬¬
E pra piorar, o nosso best-seller, Paulo Coelho, resolve nos brindar com "Veronika Decide Morrer". Porque o mundo precisa se lembrar de uma Verôni(k)ca suicida, tanto que virou filme.
E tem um filme brasileiro favela-padrão chamado Verônica... Justo quando o cinema brasileiro estava saindo do cubinho D:

Mas algumas coisas se salvam! Apesar do meu nome ser dificílimo de se encaixar na métrica de qualquer música, alguns até ousam.
Um dia eu o procurei no Vagalume. Eles me retornaram até bastante coisa, tipo umas músicas em polonês...
No meio disso tudo eu descobri que o Elvis Costello junto com o Paul McCartney fizeram uma música chamada "Veronica" (OMG um beatle lembrou de mim. Eu sempre gostei mais de você, Paul ;D). E a música foi inspirada na avó do Elvis Costello que sofria de Alzheimer. Não era bem o que eu esperava, maaaaaas...
Essa não foi a peróla que eu achei, "Odessa (City on the Black Sea)", do Bee Gees, foi a epifania. "Veronica" é um navio, navio!!!!, inglês que sumiu (isso na música, porque na vida real fizeram um motim e ele foi incendiado - momento Jack Sparrow). MÁÁÁÁÁGIIIIICOOOO.

Agora quanto a personagens legais chamados Veronica, temos a "Veronica Mars". Que emoção, porque ela é tããão inteligente e a série é tãããão legal :D
E pra quem assistia "Archie e Seus Mistérios", lá tinha uma Veronica (mas eles falavam mais "Ronnie" u.u - a da esquerda) que era amiga/rival da Betty. O desenho nem é tão famoso por aqui, mas tem o seu próprio artigo no TV Tropes (y)
E pelo menos a Veronica Lake existiu, e ela é uma atriz hollywoodiana clássica \o/ Esse não era o nome dela de verdade, mas foi uma escolha inteligente (hh)
E existe uma planta também...

Enfim, continuo me sentindo meio rejeitada pelo nome proparoxítono-que-não-se-encaixa-em-métrica-nenhuma-nem-é-carismático-o-suficiente...

Quer dizer, minha amiga, Carolina, tem uma música do Angra que foi minuciosamente pesquisada e composta inspirando-se nos promórdios da música brasileira misturado com instrumentais clássicos e speed-metal. E o "Carolina IV" da música foi um navio de Colombo. Colombo é importante!

E se seu nome é "Carmem", tem a ópera e a Carmem Sandiego; se é "Carlos", tem o Carlos Gardel; se é "Leonardo", tem a tartaruga ninja *-* o Leonardo DiCaprio DaVinci; se é "Jacqueline", tem a música do Franz Ferdinand; se é "Helena", tem todas as personagens do Manoel Carlos aicredo; se é "Raskólnikov", tem "Crime e Castigo".
Tá, esse último foi apelação.

Tudo bem, eu sobreviverei e pelo menos me salvo de ter pessoas fazendo referências que eu teria que tolerar pelo resto da minha vida \o/ \o \o> \o/
Brincadeira, dou-me por satisfeita.

P.S1.: minha amiga, Renata, já ouviu "Renata ingrata" de várias pessoas. Isso é triste, porque essa é uma das piores rimas da história da música (aliás, isso não está na história da música), além da música em si.
P.S2.: eu odeio jeito que meu nome soa em inglês.
P.S3.: possíveis comentadores, podem me fazer inveja e contar o quanto seus nomes são queridos. Sério eu gosto dessas palas com nomes ^^

sábado, 27 de novembro de 2010

Surtos pós HP7 - parte 1

Nem vou fazer resenha, nem nada, porque acho que quem foi ver o filme está muito mais na vibe "HP foi parte da minha infância/adolescência" do que "sou um crítico de cinema chato".

E, tirando os problemas estruturais que são muito mais do livro do que do filme, "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" foi MT BOM!

>A Warner demorou quatro filmes pra fazer uma adaptação decente \o/ Já era hora!!!!

> O DÃ ATUOU, A-T-U-O-U!! Tirando o primeiro filme onde todo mundo parecia perfeito em seus papeis, tivemos que passar por um pseudo choro no 3º, com o "he was their friend", depois uma pseudo raiva no 5º, com o "look at me", mas dessa vez ele atuou!!
Rolou um fight legal com o Rony e eu super me emocionei na cena do cemitério (lógico que a maquiagem pra deixar os olhos vermelhos e inchados ajudou, maaas...). Que emoção *-*

> "Seven Potters" ALOOUCA
E finalmente o Bill Weasley apareceu. E foi tão espontâneo; como se as pessoas que só vêem os filmes fossem saber quem ele é...

> O rapaz do "I feel you, Johanna", do Sweeney Todd (e recentemente alguém em Crepúsculo) nem ficou tão ruim como Grindelwald. Tá certo que ele não fez nada até agora, mas mesmo assim funcionou. Teve até a cena dele pulando a janela e tuudo :)

> Eu não chorei com o Dobby e achava ele chato demais. Depois de transformarem o Neville em tapa-buraco pra não gastarem dinheiro digitalizando o pobre elfo, ele ressurge das cinzas sendo super simpático e amigo ¬¬ Não sentirei falta :x (eu também acho o Hagrid chato :xxx)
Aliás, o que eu não chorei pelo Dobby, chorarei por todos os personagens que morrerão no massacre da serra elétrica, vulgo próximo filme. A mulher escolheu a dedo os que eu mais gostava ;-;

> HELENA DIVA E LOUCA *-* Lúcio Malfoy só diva mesmo UHGFHIOFGHSFIOGHFIOG

> WTF todas essas referêcias à II Guerra? Seriously, propagandas em vermelho e preto + fonte retrozinha + SS guardinhas do Ministério com listras vermelhas na manga + marcar "mudblood" no braço da Hermione...
Se bem que o que mais tem é o povo comentando o quanto que o Voldemort é nazi O.o

> Vibe Senhor dos Anéis total com o medalhão, né? Com direito a pessoas irritadinhas, olheiras e cenas gravadas no topo de um penhasco (y)
Vergonha alheia com aquele beijo lá. Eu fui tão mais inocente lendo o livro :x

> A Warner não consegue viver sem Harry/Hermione. O livro já tem partes assim e eles ainda incluem aquela dancinha lá :^)

> Eu e o resto do cinema rimos muito de nervoso com a velha da cobra :x Coitada. Sério, foi tenso ._.
Depois rimos da legenda zoada com o seguinte diálogo:
Rony: "eu achei que fosse o seu Patrono"
Harry: "não, meu Patrono é um veado"
Pra evitar conotações a gente usa cervo, ok?

> Cadê os pavões albinos extravagantes? CADÊ? Brimmks -n-s-n

> Por fim, AMEI AMEI AAAMEEEI o fato deles terem desencanado dessa ideia de "é só a adaptação de um livro infanto-juvenil"... Certos recursos dramáticos utilizados foram dignos de qualquer eventual filme de drama. Sem deixar a desejar mesmo.
Ênfase pra parte em que falam os nomes dos desaparecidos no rádio e o Rony tá lá todo tenso com o medalhão.

> Uma das parte mais bem feitas, criativas e legais, CLARO, foi a parte do "Conto dos Três Irmãos". Eu tava assim, boquiaberta, com os olhos esbugalhados, quase babando de tão legal que ficou *__________*

Até vale a pena algo que você acompanha desde os nove anos acabar, se for pra fazerem algo tão caprichado assim. Claro, que quando eu pensar com mais calma, surgirão algumas críticas e tal, mas, por enquanto, TÁ ÓTIMO ASSIM!!!

sábado, 20 de novembro de 2010

Momento Vev's Dorgas

"I need to take a vacation
Give me some Saturday time"

Olha que legal, transformaram o sentimento da população do planeta em uma música *-* (e eu ouvi a música e passei o resto do dia com ela na cabeça ¬¬)
Tirando os brâmanis, na Índia, que vivem no ócio divino...

Pois é, eu preciso de férias DO MUNDO!!!
Sério mesmo, estou num estresse horrível DD:
E pra abrilhantar, tive um princípio de ataque de asma na frente de várias pessoas, porque fui parar num corredor cheio de livros empoeirados e guardados desde a época de Cabral, sei lá. Tudo isso ao procurar a sala da aula que descobri depois não iria ter\o/

E a melhor parte é quando você está no meio da rua e a chuva mais torrencial da cidade resolve desabar em cima da tua cabeça. Minhas amígdalas tonsilas palatinas resolveram dizer "olá" depois disso tudo...
Dentre outra série de desventuras...
Obrigada por tudo Murphy:*

Neste momento o Estado deveria honrar a Constituição e zelar pela minha vida me dando um mês de graça num spa beeeeeeeem longe. Grata.

__
Só pra não dizer que esse foi um post desabafo drama queen (porque não foi!) farei um pequeno comentário sobre o clipe da musiquinha lá em cima. E também porque eu não quero me sentir contraditória comigo mesma(!!!) não que alguém se importe

Eu AMO AMO AAAAMO coisas retrôs, mas meu retrô é mais vermelhão, bolinhas, vestidos rodados e cabelos com ondinhas, ou coisas bem vintage mesmo com rendas e lacinhos... Essa vibe fim dos anos 60/anos 70 eu acho meio tensa, apesar de toooodo mundo gostar.
E assim... Não há necessidade de fazer cosplay do finado Paul McCartney :xx Se bem que pra alguém que já se vestiu de "Oliver Twist adotado pelo Conde Olaf", é... :^)
Sem contar que o clipe ficou TÃO vintage que fiquei com impressão de que todo mundo nele já morreu O.o

O lado bom é que ouvindo o menine cantar eu tive uma epifania de tudo o que o meu professor de canto já me mandou não fazer =D

domingo, 31 de outubro de 2010

Too Cool To Live

This is the day
The day of the death
The death of the Matinee Idol

[Matinée Idol - Rufus Wainright]


Hoje é aniversário de morte (eu acho essa expressão o cúmulo da ironia) do River Phoenix.
Quem?
Pois é, ele era bem conhecido nos anos 80 - ou seja, uma decáda antes da minha -, mas como minha infância foi recheada de filmes anos 80/90 acabei conhecendo a figura.
De todas as pessoas com histórias peculiares, a dele merece destaque. Seus pais eram dois hippies que largaram seus empregos e foram viver em uma comunidade hippie, a Children of God (que iniciava crianças sexualmente :x), esperando a Era de Aquário (aliás, nós entramos na Era de Aquário, passou no jornal. Pra ver como a falta de notícia impera). Eles também se tornaram adeptos de nomes estranhos, tendo a mãe mudado seu nome para Heart e nomeado seus filhos como River, Rainbow, Leaf (esse preferiu usar Joaquin, mais conhecido como Comodus do Gladiador, ou o namoradinho da cega que é esfaqueado em A Vila - isso foi spoiler pra alguém?), Liberdad Mariposa Liberty Butterfly e Summer.
Enquanto os pais estavam lá deixando sol brilhar in (adoro o baixo dessa música q), ficaram sem dinheiro. Então, dona Heart colocava o River e a Rain pra cantar na rua e pedir dinheiro, nisso o garoto foi descoberto por uma
caça-talentos que disse que o River era a criança mais linda que ela já vira...
Depois disso foi só alegria pra família, porque o menino tinha talento, e isso dava dinehiro! Ele sustentava cerca de 30 pessoas, entre a família e agregados.
O trabalho que fez com que Hollywood se virasse para ele foi o filme "Conta Comigo" (que eu sempre fico com o choro entalado no final) que juntou um bando de astros mirins da época.
Depois, com "O Peso de Um Passado", veio uma indicação ao Oscar, e eu poderia dizer que ele ganhou o Oscar e se tornou um notável ator que resolveu se aposentar há alguns anos, mas isso seria uma mentira sobre a vida da desafortunada família Phoenix #Lemony Snicket feelings.
Justo neste dia do Oscar acontece
uma das cenas mais bisonhas que eu já vi, na coletiva de imprensa o coitado parecia um animal acuado o.o Sério, é muito tenso! A verdade é que ele não queria essa vida, podia até gostar da atenção (porque todo ser humano gosta) até certo ponto, mas não se sentia à vontade com isso. Ele queria mesmo era fazer música, inclusive até tinha uma banda, mas, ironicamente, seu trabalho como músico não era nem de longe tão bom quanto como ator.
Mas enfim, o que jovens atores fazem quando se sentem pressionados por Hollywood? Eles se drogam. E foi isso que aconteceu.
O lance das drogas ficou mais complicado ainda na época em que ele fez o filme "Garotos de Programa" (e
ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza). Foi preciso que seu pai, que morava na Costa Rica (e a essa altura já tinha se separado da louca da Coração) ir aos EUA falar pro filho parar de fazer filmes e sair dessa vida, mas ele insistiu em fazer mais uns dois e depois parar.
Na noite de Halloween de 1993, ele e a namorada, a irmã, Rain, e o irmão, Joaquin foram ao The Viper Room, que era uma boate do Johnny Depp (!!). Ele iria tocar com a banda, mas seu amigo Flea (é o cara do Red Hot mesmo) disse que ele não poderia. O coitado fica bem triste com isso e supostamente vai ao banheiro e volta de lá muuuuito mal, até que decidem sair da boate e ele começa a convulsionar na calçada O.o
Não era epilepsia, era overdose mesmo :x
Depois de alguns meses sem se drogar, ele apelou pra uma mistura de cocaína com heroína em quantidade suficente pra matar 8 homens adultos. E depois ainda deram Valium pra parar as convulsões.
Chamaram uma ambulância (e alguém conseguiu a gravação e pôs no youtube), mas não deu tempo e ele morreu na calçada da boate depois de uma parada cardíaca. Tinha 23 anos (OMG 23!)
Depois que ele morreu surgiram os boatos mais bizarros possíveis que iam desde homicídio culposo (é que NÃO tem intenção de matar, gente. E eu realmente prefeira fazer parte do grupo
de pessoas que ainda confunde isso ;-; [/interna]) até suicídio.
Muitos culparam um outro carinha do Red Hot que era broderzão dele (não o Flea, o Frusciante) e super junkie, e que o próprio River já tinha tentado mandar pra rehab, but he said 'no, no, no'.


River Phoenix era sensível demais, dócil demais e com muitos indícios de bipolaridade, que ficam bem óbvios em entrevistas, pra viver nesse meio. E ainda era ultra ambientalista e defensor dos animais, com direito até a ser vegan (isso toda a família era) e chorar porque a namorada pediu uma lagosta no restaurante. Mas a mãe dele, dona Coração, era ambiciosa o suficiente pra não querer abrir mão de sua galinha dos ovos de ouro.
Nada disso justifica e ele tinha idade o suficiente pra saber o que queria fazer da vida, mas não deixa de ser triste porque ele era muito talentoso, ator nato mesmo que nunca fez curso nem nada, e tinha valores que quase ninguém tem hoje em dia, e ainda era muito bonito =D

Alguns adendos:
> Depois que ele morreu altos papeis que seriam dele foram pra outras pessoas, como o Leonardo DiCaprio, por exemplo. Os papeis em "Eclipse de Uma Paixão" e "Diário de Um Adolescente" eram pra ser dele (só filme de drogado, meu. Principalmente o último). Reza a lenda que o James Cameron queria o River em Titanic "always look on the bright side of death"
> Era pra ele ter sido o Entrevistador em Entrevista com o Vampiro. Até rola um "in memoriam" no final.
> Milton Nascimento fez uma música pra ele, porque ficou muito impressionado ao ver "Conta Comigo". Os dois se encontraram aqui na ECO-92.
> Tem uma foto dele no caixão que é MT TENSA. TENSA MESMO. O cara tava a-c-a-b-a-d-o.
> O título do post veio de um artigo do maravilhoso TV Tropes.
> Tem um bando de referências musicais no meu texto. Só pra constar.

domingo, 24 de outubro de 2010

"Eu pareço metido, mas sou legal"

"I am not dead yet (isso é uma música, tá?)

Direto ao ponto: eu li "Orgulho e Preconceito".

Uma vez a Carol me disse que a Jane Austen era tipo um Charles Dickens de saias, porque enquante este sempre falava dos órfãos fofinhos precisando de carinho, ela sempre fala das mocinhas casadoiras. Tem um pouco de provocação nisso, porque eu AMO Dickens, mas... pior que é verdade. No caso da Jane Austen, são sempre irmãs em idade de casamento e sempre aparecem bons partidos, mas rola um desentendimento em alguma dimensão e assim vai...

Tem gente que acha que a vida do autor super deve ser levada em conta ao se ler um livro, outros acham que não, eu acho que depende. No caso dela é uma observação interessante. A pobre Jane morreu solteira e era considerada sem atrativos; há quem diga que ela até teve um romance que não deu certo, e isso é mostrado naquele filme "Simplesmente Jane", onde eles transformaram a vida dela em um de seus livros u.ú

Ela era bem a frente de seu tempo e irônica o suficiente pra incomodar seus leitores, já que sempre fazia uma crítica ao estilo de vida da aristocracia rural inglesa do século XVIII.

Não vou contar como é a história do livro, porque é muito grande cheia de picuinhas, mas o básico é: um cara mega rico, mr. Bingley, compra uma mansão no campo e a sra. Bennet logo quer casá-lo com sua filha mais velha (ela tem cinco), Jane, enquanto isso o riquinho que é super simpático e sorrindente traz um amigo, o mr. Darcy, que parece ser antipático e orgulhoso demais por ser muuuuuuito mais rico que todas as pessoas do salão de baile (onde todos dançam minuetos) juntas. A segunda irmã mais velha, Elizabeth, de cara não se entende com ele, maaaaaaas com o passar do tempo ^^...

Pois é, eu gostei bastante. Como não sou nada romântica, "Orgulho e Preconceito" foi bem mais agradável de se ler por não ser tão apaixonado, até porque seus protagonistas tem a língua afiada que só e não se entendem, e isso, geralmente, causa situações não românticas (??). O mais bisonho é a mulher lá em 1700 e bolinha deixar a tensão sexual entre a Elizabeth e o Mr. Darcy tão óbvia no meio dos desentendimentos o.O

Aliás, aqui vai ponto pro filme (OH, quem diria!). Ele só mostra que o Mr. Darcy tá afim da Elizabeth, mesmo que você já tenha percebido isso, quando ele vai falar com ela e se explica, E ELA TIRA ELE, A-D-O-R-O! No livro, logo no começo, a autora fala que ele começou a olhar pra ela com outros olhos, e isso não funcionou pra mim; sei lá, fugiu um pouco do ponto de vista da Elizabeth.

É muito legal o jogo que autora faz com uma coisa tão simples como é o fato de alguém ser tímido/instrospectivo o suficiente pra parecer metido e orgulhoso. Ainda mais em uma sociedade que preza a extroversão e vive de aparências (ok, vou fingir que a nossa sociedade não é assim, beijos:*). Isso sem contar as outras alfinetadas que ela dá nos costumes da época :x

No final, o Mr. Darcy faz o estilo "pareço metido, mas sou legal" e o Mr. Wickham é mais o estilo "pareço legal, mas sou babaca" é, eu meio que dei um orkut pros personagens (agora o título tosco faz sentido)

Curiosidades:
> No filme há um final "especial" pro público estadunidense. Como no filme não há nenhuma cena de beijo, por mais que você ache que vai ter uma, eles criaram um final alternativo com o "tão esperado" beijo ¬¬ Porque todos sabem que o cinema norte-americano é feito, no geral, de pegação e falta de sutileza.
> É meio convencionado que o Mr. Darcy é o sonho de qualquer mulher... Tá, isso é meio exagerado, mas o fato é que o personagem virou referência.
Só pra vocês teram uma ideia: esse ano, acharam um feromônio na urina do rato que atrai as fêmeas, deram o nome da proteína de Darcin.
Algo menos sem noção, aquele "O Diário de Bridget Jones" é uma releitura de "Orgulho e Preconceito", tanto que o parzinho dela também tem o sobrenome Darcy.
> O título original era "First Impressions". Funcionava também, mas é menos interessante.
> Falando nisso... Já repararam nos títulos originais? "Sense and Sensibility" ("Razão e Sensibilidade") e "Pride and Prejudice" ("Orgulho e Preconceito"). Jane Austen só no trocadilho *cara de maloqueira*!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

País em que o coqueiro dá côco

Eu sou extremamente patriota, e ser patriota não quer dizer ser cega, ok? Sei dos problemas que o Brasil tem, mas não consigo falar que quero que o Brasil exploda e mimimi. Enfim, esse post não é sobre a falta de patriotismo e a baixa auto-estima que o brasileiro tem. Gostaria de mostrar umas coisinhas que andei descobrindo...

Quase todo mundo já ouviu falar de símnbolos nacionais, certo? A Estátua da Liberdade é um símbolo (não nosso, óbvio ¬¬), o Urso Russo (pena que na língua deles não dá pra apreciar o trocadilho D:), etc. Infelizmente, poucas pessoas sabem os NOSSOS símbolos nacionais, e depois que você descobre quais são fica com cara de "mas é óbvio que isso seria", de tão comentados que eles são.

Personificação nacional
Efígie da República
Sim, aquele ser andrógino com uma coroa de louros na cabeça que aparece no dinheiro. Ela surgiu no século XIX como um ícone republicano e foi inspirada na "Marianne" (aquela mulher seminua que representa a França e está na capa do Viva La Vida :x Ela que tá sem roupa e depois nós que somos depravados o/)






A Columbia, aquela mulher que aparece antes de alguns filmes, é uma das representações dos Estados Unidos, assim como o Tio Sam. O da Austrália é aquele canguru boxeador, sim ele existe^=D

Emblema Nacional
Aqui entra TUDO. Desde os brasões até atrações turísticas o.o
As divisões são as seguintes:

Fauna Nacional

Não, não é o macaco, Stallone. Pra mostrar o quanto o Brasil é mau temos a onça-pintada (ou jaguar); a arara-azul/arara/ararajuba também são (e elas podem ser más quando resolvem bicar os seus olhos).
Vai rolar até filme de arara-azul!

Atoooooron o perigo dela!

Na Inglaterra dentre os animais nacionais têm "o leão e o unicórnio". Inclusive eles estão no brasão de armas do Reino Unido. Tudo isso graças à um poeminha famoso por lá, o Lewis Carroll até parodiou em "Alice Através do Espelho".
Adivinhem o da Espanha ¬¬ É esse mesmo que vocês estão pensando.

Árvore Nacional
O Ipê-Amarelo (Tabebuia alba)
Arvorezinha do cerrado e tal.


Tá, ele é lindo, maaaas... PORQUE NÃO É O PAU-BRASIL?

Flor Nacional
Aproveitando a deixa, a flor nacional é a flor do ipê-amarelo.

No Egito temos a flor-de-lótus. O cravo é a flor da Espanha, mas eu só lembro de Portugal (a Revolução...). E na Holanda quem acha que a Holanda é um país baixo? \interna é a... tulipa - dá pra ser mais óbvio?

Fruta Nacional

É o cupuaçu (Theobroma grandiflorum).
É uma fruta típica de florestas tropicais e é tipo primo do cacau o.o Tem no Acre, ou seja, não tem :xx
Pois é, a China é o kiwi (eita nome estranho!) e na Inglaterra, a maçã ;9

Objetos inanimados (!!)



Nós temos o Cristo Redentor -uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo - e o Pão-de-Açúcar.


Enquanto a Irlanda tem aquela harpinha céltica, o Canadá aquela folinha da bandeira deles, o Japão o Monte Fuji, a Rússia o Kremlin e a Catedral de São Basílio (que eu não sei porque não é uma das Novas Sete Maravilhas também ¬¬ É lindsay demais).

Símbolo patrióticos nacionais q
Acho que é o que eu mais gosto... Já repararam no tanto de coisa no Brasil que envolve o Cruzeiro do Sul? Tem no Hino Nacional, na bandeira (bem no meio), no nome de um time de futebol q...




Na Alemanha tem a Cruz de Ferro e no Chile a Estrela D'Alva (é, aquela estrela da bandeira deles). A Argentina e a Cisplatina o Uruguai têm aquele solzinho que parece uma criança gorducha emburrada e que eu sempre achei que fosse uma interna dos Países do Prata. É o Sol de Maio (porque o mês de maio é assim legal :) e foi inspirado no Inti que é tipo o deus-sol dos incas.

Santo Padroeiro
aH! Pelamordedeus, todo mundo sabe esse: Nossa Senhora Aparecida ^^
E aqui fica minha indagação, o Brasil então também tem Nossa Senhora de Guadalupe como padroeira, porque ela é padroeira da América Latina (e do México em especial q), certo? Sim, o Brasil é América Latina apesar de não vender essa imagem.

O da França é São Luís, ele era rei o.o, e o da Espanha é o famoso Santiago de Compostela. O da Irlanda é São Patrício "everyone's Irish on Saint Patrick's Day"


As pessoas vão continuar falando mal do Brasil e achando que tudo que não é daqui é melhor, mas eu faço a minha parte conhecendo pelo menos um pouquinho sobre o meu paisinho onde coqueiros dão côco Aquarela do Brasil fail.
Porque eu sou de um país que é quente, mesmo eu gostando de frio.
Onde as pessoas não tem muita noção de espaço pessoal (isso é um problema dos latinos num geral e é inconsciente), mesmo eu sendo meio antissocial.
Que vende a imagem do samba e Carnaval, mesmo eu preferindo ficar em casa ouvindo valsa e pensando que um dia aprederei a dançar tango.
Um país pacífico, que não entra em guerra, mesmo eu querendo ter um mapa militar gigante no meu quarto.
Porque o Brasil é um lugar peculiar, que pode não ser o melhor na visão de alguns, mas é o meu lugar peculiar!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"Mr. Sandman, bring me a dream"

Um dos meus filmes Disney preferidos é "A Bela Adormecida". Sério, eu AMO aquele filme, mas as pessoas sempre falam "aH! A Aurora é tão toscona, fica lá só dormindo o filme todo ¬¬". Ok, o legal é que fizeram um filme EXCELENTE onde todo mundo passa quase o tempo todo dormindo =D

Christopher Nolan adora fazer filmes com tramas engenhosas, mas não o estilo em que no final você descobre que foi o Cel. Mostarda com um castiçal na biblioteca, é mais querendo que você acompanhe o enredo mirabolante. Não é diferente com "A Origem."

O filme fala sobre uma espécie de estuprador usurpador de sonhos que trabalha para grandes corporações. Leonardo DiCaprio, junto com uma equipe, entra no sonho da pessoa e rouba seus segredos, tudo para a empresa que o contrata levar vantagem e tal. Nem preciso dizer que isso é ilegal, né? O problema é que ele quer parar com essa vida e surge a oportunidade: ele precisa entrar na cabeça do filho de um milionário moribundo e implantar a idéia de que ele vai querer dividir a corporação do pai; então o cara que o contratou vai fazer as devidas ligações e eles poderá voltar pra casa. Gracinha, não?

Aí o filme começa! Eles armam todo o esquema que inclui uma arquiteta para projetar a paisagem do sonho, um falsificador que deveria achar meios de fazer a idéia implantada parecer genuína, um químico pra sedar a galerë (é tipo o fuso da Bela Adormecida), um cara que eu não prestei atenção quando ele explicou o que era, mas era muito legal, e o Leonardo DiCaprio que não pára de meter a mulher morta no meio dos sonhos u.ú

A partir do momento em que eles entram no sonho do filho do milionário, Nolan brinca com conceitos ligados à Física, Psicologia, Psicanálise, Matemática, Arquitetura e Urbanismo, além das coisas não saírem exatamente como o esperado :x
É meio difícil contar a história porque ela realmente envolve muita coisa que só iria ficar confusa e chata se eu resolvesse explicar. Mas não é como se o filme fosse o terror o qual a crítica estadunidense cabecinha de vento alegou; cheguei a ouvir falar que era preciso ver o filme umas três vezes pra entender. Um absurdo! Não é o filme que você vai levantar pra ir ao banheiro, mas prestando bastante atenção dá pra acompanhar perfeitamente.
Qual não foi minha surpresa quando eu percebi que além de entender as inferências do filme ainda acertei um palpite pro final =D

Gravidade é para os fracos!

"A Origem" usa conceitos bem conhecidos por nós através da revista Superinteressante de curisidades no geral ou empiricamente mesmo (!): o de que um sonho dura em média 5 minutos, sonho dentro do sonho dentro do sonho, dentro do sonho, a famosa sensação de queda (usada para fazê-los acordar), o fato de que sentimos dor quando nos machucamos em um sonho (eu já sonhei duas vezes que levava um tiro e não foi legal ._.), projeções, a idéia de morrer num sonho, e referências às obras do Escher (aqui eu virei: mamãe, olha o Escher!!!!!! tive que fazer um trabalho sobre ele).

As atuações estão muito boas, mas também não é como se todos os atores tivessem momentos para mostrar o quanto são bons, mas eles são divertidos e convinventes. A Marion Cotillard está p-e-r-f-e-i-t-a e, depois de Nine parece ter curtido representar esposas dramáticas -q. E sério mesmo, sem preconceitos bobos, o Leonardo DiCaprio está excelente (mas acho que nenhum papel dele vai superar o que ele fez como Arnie Grape *-*); aliás, acho que melhor do que em "A Ilha do Medo" onde, às vezes, eu enxergava as caras de compenetração do Howard Hughes :x

A única crítica negativa que me vem à cabeça agora (alguém achou mesmo que eu não ia falar mal de nada?) é quanto a personagem da Ellen Page, a arquiteta Ariadne. Com altos personagens experientes no ramo dos sonho, as idéias geniais sempre vinham dela, até altas contas aleatórias ela fazia... A impressão que tive é que deram uma valorizada, mesmo ela já sendo importante na história.
Eu até tenho umas explicaçoezinhas sobre isso envolvendo o final da história, mas não dá pra justificar excessos do roteiro usando um final intrigante.

O conceito de inserção de uma idéia na cabeça de uma pessoa (e responsável pelo título "Inception") paira durante o filme inteiro, sendo o responsável pelo seu final interessante e provavelmente a parte que te faz querer ver novamente, usando o novo ponto de vista apresentado; além de lidar com aquilo que todo mundo já pensou um dia: e se sua vida fosse um sonho?

Chris Nolan acerta mais uma vez em não separar o bem e o mal, ao contrário do que o James Cameron costuma fazer, afinal nós torcemos por criminosos nesse filme o.O Ele acredita na capacidade do público, mesmo que esse seja mal acostumado e desligue o cérebro na hora de ir ao cinema.
"A Origem" não deixa de trazer um climinha de filme de ação naquele estilo de querer juntar especialistas em várias coisas pra fazer parte da quadrilha - sempre tem isso -, além de misturar drama, suspense, romance e cenas interessantes tipo um Matrix suavizado.
Sem contar que eu saí de lá me sentindo a psicóloga/psicanalista nata, e isso conta pontos pra minha inexistente auto-estima o/

Alguns adendos:
> Quando eu saí do cinema escutei uma menina falando que preferia filmes de realidades alternativas, tipo Avatar. Ô minha filha, os sonhos são exatamente o quê? ¬¬' A amiga dela chorou no final qqqqq
> Minha paixão por mitologia serviu pra entender a referência no nome da arquiteta, Ariadne. O tempo todo falavam que ela deveria projetar os locais como se fosse um labirinto (aquela coisa de não fugir do sonho). Na mitologia grega, Ariadne é o nome da filha do rei que cria o Minotauro dentro do labirinto, aí ela dá o novelo pro Teseu conseguir sair dele. Lembram? Tá certo que depois ela foge com ele, e ele a abandona. LOSER.
> Amei a parte do elevador X lugar sem gravidade IOHFIOGHFGISHIGO. E eu prefiro acreditar que o peaozinho parou de girar depois dos créditos :x

Vocês vão entender quando virem \o/
> O mordomo do Batman tá no filme xD

sábado, 24 de julho de 2010

"Crianças não devem brincar com coisas mortas"

Em tempos de vampiros vegetarianos, mórmons mercenárias e "Orgulho e Preconceito... e Zumbis" (sim, isso é um livro!), venho falar da diva Anne Rice. Sim, aquela senhora de cabelo channel e atual católica fervorosa.
No anos 70, a sua filhinha morreu de leucemia e, em um estranho processo de luto, a mulher se tranca no quarto por uma semana e sai de lá com um livro escrito. Esse livro é "Entrevista com o Vampiro". Pois é, tem um filme com o Tom Cruise (me surpreendeu e à autora também), o Brad Pitt e a Mary Jane Kirsten Dunst. O livro fez bastante sucesso e nos anos 80 surgiu um segundo, "O Vampiro Lestat"; e esse foi só o começo da sequência de dez livros que compõem "As Crônicas Vampirescas".

Eu resolvi ler "Entrevista com o Vampiro" há uns três anos. Baixei o e-book pra saber se era bom, mas acabei terminando de ler o livro no computador mesmo porque até a metade ainda não sabia se tinha gostado. No ano passado resolvi avançar na coleção. Baixei (eu sempre faço isso, a medida do possível, pra saber se vou gostar e evitar gastar uma fortuna em um livro do qual irei amaldiçoar o autor pelo resto da vida) e não consegui largar - se eu tivesse visto que o livro tinha quase 800 páginas, eu teria ido à livraria antes-, depois corri pro terceiro até que tomei vergonha na cara e resolvi comprá-los (viu? Não é pirataria de livro q).
O fato é que, apesar da maioria dos fãs não gostarem muito, "Entrevista com o Vampiro" ainda é a obra-prima da moça, a meu ver. Imagine o que aconteceria se Clarice Lispector resolvesse escrever um livro sobre vampiros... Aliás, ela foi a tradutora do livro. "Entrevista..." é um livro bastante intimista até porque é narrado pelo personagem mais melancólico e introspectivo (poucos gostam dele e a maioria chamam-no de emo, mas ele é o alter-ego da autora \fikdik) e conta com a presença de um dos personagens mais ousados e criativos que já li: Cláudia, a criança-vampiro. A pobrezinha ficou presa pra sempre no corpo de uma criança de 5 anos, ou seja, desenvolvendo-se mental e não fisicamente. Os fãs geralmente a odeiam e olhando pela idéia da história é até plausível tal ódio, mas literariamente ela é excelente!
Anne Rice imortalizou sua filhinha ao criar a Cláudia, esse foi meio que seu processo de superação.

No próximo livro, "O Vampiro Lestat" temos a história do famoso Lestat (o Tom Cruise, gente...) que não é o vilão o qual foi pintado no livro anterior. No final desse livro já tem um gancho pro terceiro que é divertidíssimo e bem mais movimentado que os anteriores. Ao contrário da costumeira narração em primeira pessoa, "A Rainha dos Condenados" (ESQUEÇAM AQUELE FILME NOJENTO) é contada sob vários pontos de vista e isso dá um tom bem vivo para a história, aquela impressão de várias coisas acontecendo ao mesmo tempo.

Poréééém....já nesse livro vem aquela idéia de alguns vampiros serem super-poderosos, super-fortes, super-duros (!!! sem conotações, por favor), super-mimimi e isso tira toda a graça de como o vampirismo foi mostrado em "Entrevista...": quase uma metáfora. Parecia mais com a idéia de que se os seres humanos vivessem para sempre eles se comportariam daquele jeito.
O quarto livro, "A História do Ladrão de Corpos", é a mega-aventura-blockbuster da Anne Arroz. Divertido, com umas sacadas legais e bastante engraçado com um pouco de drama que não faz mal a ninguém. No quinto, "Memnoch", ela já dá mostras de voltar ao catolicismo, mas com uma visão bem própria e isso fez com que eu o pulasse. Depois de ler os devidos spoilers fui direto para o sexto que conta a história do personagem mais complexo das Crônicas, "O Vampiro Armand". O motivo para eu pular "Memnoch" é que não me agrada muito histórias polêmicas envolvendo religião, o máximo pra mim são teorias sobre o fim do mundo e conspirações de que o Papa João Paulo I foi assassinado. Parece um motivo tolo, mas eu tenho argumentos que seriam bem chatos de expor aqui.

Depois de ler o sexto, e gostar muito, ainda arrisquei umas olhadelas em "Merrick" (o sétimo) até desistir de vez. Tava na cara que a própria Anne já estava de saco cheio da saga que criara. Ela ainda acabou com a importância de alguns personagens e inventou de misturar a história das Crônicas com sua outra série, "A Hora das Bruxas", e isso foi imperdoável u.ú
E depois de se converter, tentou converter o Lestat - seu protagosnista irreverente - também. Chega a ser triste, sério mesmo.

Outra coisa que irrita um pouco é a impressão de que a Arroz era meio incerta com seus personagens. Um exemplo é a transformação de um Lestat, nobre francês sem dinheiro e quase analfabeto que vivia pra cuidar da família, em um semi-deus que pegava todas enquanto ainda era humano. Mesmo que o livro que conta a vida dele diga o contrário.

Felizmente, algumas contradições podem ser explicadas pelo fato de que cada livro trazer, primorosamente, o ponto de vista de um personagem e eles, geralmente, vivem tentando se redimir pelo que cometeram. Existe uma parcela de fãs que nem chega a discutir isso, enxergando como verdade absoluta uma narração em primeira pessoa. Acho isso um absurdo, ainda mais pra quem é brasileiro, logo tem "Dom Casmurro" na História da Literatura. Mas isso é outra história...

Não juguem mal, eu realmente amo a história e deixo os livros do 1º ao 6º recomendadíssimos (mesmo eu não tendo lido o 5º). A forma com que ela desenvolve as relações interpessoais dos personagens (e esse acaba sendo o ponto chave de suas histórias) é fantástica, o enredo é interessante, os personagens cativantes e a forma como ela consegue mudar a narração de acordo com o personagem é inacreditável *-*
E pelo menos ninguém brilha que nem uma fada =DD


Ela era super gótica antes :^)


Coisas que você não precisava saber:
- O Lestat tá looonge de ser meu personagem preferido. Esse lugar é do Armand, depois o Louis.
- Claudinha é DIIIIVA *-*
- Cliquem na tirinha e LEEEIAM. Ela é mais que digna \o/ (sim, aquilo é o Edward e o Lestat)

sábado, 3 de julho de 2010

Através do Espelho


Um dos momentos traumáticos da minha infância, foi quando, no Jardim de Infância, a assistente da professora amarrou um barbante vermelho no braço direito e um verde no braço esquerdo. Depois ela disse: o braço direito é o que vocês usam pra desenhar; levantem-no, por favor.
Nesse momento eu elevo com toda convicção meu braço...esquerdo. Os coleguinhas ao lado já me olharam estranho e provavelmente pensaram que eu era burra ¬¬
E ela continuou: a fitinha desse braço é vermelha.
Eu sabia que aquela cor era verde, oras.
Cheguei louca em casa, até que mamãe me ensinou corretamente. Pois é, eu sou canhota.

Isso foi só o começo da minha vida no mundo dos destros. Lutando contra abridores, réguas, tesouras, fecho de colar, espiral de caderno, bater seu braço no do colega ao lado, ver o fiscal da sua sala de prova te encarar só porque você se virou em sua cadeira pra destro, entre TUDO outros. Sem contar os momentos constrangedores em que ia ao quadro resolver uma questão, ou alguém reparava quando eu estava escrevendo, logo ouvia os comentários: "hehehe, é canhotinha" ,"olha! Ela escreve com o braço esquerdo", "como você consegue?", "eca!! Isso é feio!".
E eu ainda era/sou chamada de nerd e tenho asma. Mas eu tenho amigos, tá?

E, continuando meus pseudo comentários sobre Copa do Mundo, algo que me irritou ontem naquele jogo (vocês sabem qual é ;-;) foi o jargão eterno do Galvão (pássaro maldito) repetindo um milhão de vezes que o Robben só sabia ir pro meio, carregar com a perna esquerda e chutar. Esse "esquerda" tá sobrando na frase! Quem acompanha futebol, creio eu que repara nessas coisas de perna e tal; e quem não acompanha não está nem aí pra isso (apesar de ser uma constatação óbvia).
E ao final descontei minha raiva no Felipe Melo (mas, analisando friamente, sei que ele não foi exatamente o culpado pelo Brasil perder. Aquele jogo já tava ruim desde muito antes).

Hoje piorou: "e lá vai Mr.Olhos Estranhos Özil chutar com a perna esquerda", e ficou nisso um tempão até abreviaram a frase pra "e ele prepara com a canhotinha".



CANHOTINHA? MELDELS, O QUE É ISSO?



Era quase o equivalente a um artista de circo: "ladies and gentlemen, apresento-lhes [insira nome circense aqui] com a canhotinha".


Tirando na Idade Média, onde você era queimado por isso; se fosse ruivo e mexesse com plantas medicinais, então... De forma algum quero dizer que a vida de um canhoto é comparada a de pessoas que sofrem agressões verbais e físicas, por aí. E eu acho que esses agressores deveriam ser presos e obrigados a passar algumas noites sem dormir! (Gustavo, qual é o limite até você quase perder o juízo?).

O fato é que é bem chatinho viver num mundo que é ao contrário DD:
E olha aqui de como os canhotos são chamados (do site http://www.mundocanhoto.cjb.net/)
"Já o que é esquerdo, também é sinistro em italiano e no português mais arcaico; sinistro, em diversas línguas neolatinas, tem um peso negativo, até assustador. Em inglês, esquerdo é left, usado ainda como particípio do verbo to leave, com freqüência sinônimo de abandonar, sair, escapar. Em francês, é gauche, palavra usada para definir pessoas sem jeito, fora do eixo, desajustadas, inaptas"

Agora o que vocês têm que fazer é dar um doce (no meu caso não porque eu não gosto e a pressão baixa não deixa) pro seu coleguinha canhoto, abraçá-lo e dizer que o mundo não seria o mesmo sem ele *-*


Obs1.: eu sei que deveria ter investido na esgrima, ou no tênis, em vez de no ballet :x
Obs2.: sim, eu sei que tem uma loja pra canhotos nos EUA, mas é lá e não aqui *compra passagens pra ver o parque do Harry Potter*
Obs3.: eu vi minhas blusas do Brasil na minha cama e bateu um sentimento DD:

terça-feira, 29 de junho de 2010

Wavin' Flag

Aproveito o clima de Copa do Mundo pra falar de algo que não é Copa do Mundo, mas também junta um bando de Nação\o/
Aposto que enganei todo mundo com o título, de novo. Ok, juro que isso vai parar.

Um belo dia estou eu fazendo uma pesquisa de Geopolítica e me deparo com várias imagens no estilo anime com a legenda representando o nome de um país junto do nome "Hetalia". De início não liguei, até que me lembrei de já ter visto algo parecido no DeviantART (sou viciada naquele site *-*). Joguei o título - "Axis Powers Hetalia" - no Google e me deparo com uma página da Desciclopédia descrevendo o tal anime.
Não poderia ser mais bizarro!! O que você espera de algo que conta a história dos grandes conflitos mundiais, mas personificando os países e desenvolvendo o relacionamente entre eles tal qual a geopolítica?
Não, eu não usei a Desciclopédia como parâmetro e, claro, fui procurar mais sobre (até porque aquele artigo me deixou assustada). No Youtube eu descubro a versão de uma música do anime feita por uma brasileira, onde ela falava sobre o Brasil. Fiquei com aquela música na cabeça durante uns dois dias e, pra piorar, tinham outras!
Cada país representado no anime tem uma música sem noção: o cara parecia ter juntado o que ele ouvi da prima da mãe da tia da vizinha sobre determinado país e colocado numa melodia semi representativa do país em questão. O resultado é estranho, fato.
A curiosidade só aumenta e eu resolvo assistir ao negócio.
É ÓÓÓTIIIMO!!! (E de quebra ainda viciei a Carol).




Esse é o Eixo: Alemanha, Itália e Japão.


Só de olhar pra cara da Itália já dá pra ver que ela deve ser temida.

Os episódios tem 5 minutinhos cada e o cara satiriza o relacionamento desses países durante o período entre a I e II Guerra Mundial, assim como seus personagens. Cada um deles é um esteriótipo tenso do que entende-se de sua própria cultura e seu comportamento na política externa: a Alemanha é um general, os EUA tem mania de achar que é o herói e comer hambúrguer sempre, a França arroizando todos os países (!!), a Rússia é sádica com um jeitinho simpático - eu hein -, entre outros. O diferencial é que a maioria dos personagens são homens, por mais que o artigo na Língua Portuguesa diga o contrário ._.


Os Aliados: China (nem sabia que ela era), Inglaterra, América (odeio esse nome), França e Rússia.
Alguns pagando de mau...
mas sabemos que ninguém nunca será mais bad boy que o Kaká ;p


Curiosidade: o nome Hetalia vem da junção de uma palavra lá começada com 'h' que quer dizer inútil e Itália do jeito que os japoneses escrevem... Só sei que no final deu isso aí, totalmente explicado já que o personagem da Itália é preguiçoso, ama macarrão e não faz nada além de bandeirinhas de paz. Talento bélico 0 u.ú

O Brasil não entrou na história, assim como o resto da América Latina. Há quem acredite que ele aparecerá na terceira temporada que começou agora, a World Series. Eu, particurlarmente, preferia que ele tivesse aparecido na da II Guerra mesmo e de preferência fazendo a Alemanha e os EUA comerem na mão dele que nem Vargas fez :xx
Mas de booa, só não quero que seja mulher (ser for pra aparecer mesmo), já basta a fama que a gente tem ò.ó
Não espere muito sentido, na verdade tem umas coisas beeem aleatórias, mas tudo cheio de referências históricas *-*

Cheguei à conclusão que os animes que eu assisto não são muito convencionais. Tá certo que "Death Note" ficou famoso, mas não é um anime muito comum. Também já vi "Paranoia Agent" e gostei bastante de como eles exploraram a histeria coletiva, e tem o meu amado "Monster" com sua trama psicológica mmmmmmmmaravilhosa *-* um dia termino de ver "Baccano!"
E sem contar o super-special-awesome Yu-Gi-Oh - The Abridged Series (sátira de um inglês às empresas que censuram as historinhas)

Pra quem quiser olhar ninguém quer, ô retardada!: http://www.watchanimeon.com/anime/axis-powers-hetalia/ =D
Agora dá pra gabaritar a prova de História (y) - não confiem! Ou pelo menos conhecer um bando de país inútil, tipo Sealand que só tem 20 pessoas e está à venda.

Nem sei porque que eu escrevi esse post :^) Acho que só queria fazer um comentário e fingir que falei algo sobre a Copa do Mundo.

Lembrem-se da sábia música do vovô Roma Imério Romano:
In Hell,
the English are chefs,
the Germans are police officers,
the French are engineers,
the Swiss are lovers
and the Italiaaaaaans are bankers.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Jerusalém e a seleção natural

Esse provavelmente será o post mais esquizofrênico que já fiz, então preparem-se.

Olha Jerusalém que linda!! *-*
Assim, meu sonho é conhecer esse lugar. Sério mesmo \o/



Agora sinta a tensão da Terra Prometida.
Não vou tomar partido de ninguém, nem analisar a situação geopolíticahistóricasocioecônomicacultural (adoro essas palavras inventadas pra dizer mil coisas em uma)...

Nessa foto, aparentemente pacata, dá pra ver mais ou menos o clima da coisa. Israel é dividida na região dos judeus, na dos islâmicos e a dos cristãos; em Jerusalém você simplesmente consegue ver as três religiões em uma foto O.O

> Você tem o Muro das Lamentações que é tipo top do top do sagrado pros judeus (não é esse muro em primeiro plano; na verdade não dá pra ver direito, mas todo mundo conhece, né?)
> Atrás, bem grandão com a cúpula revestida em ouro, tem o Domo da Rocha. Lá é sagrado tanto pro judeus (porque lá era do rei Salomão e tal ), quanto pros islâmicos (porque foi lá onde Muhammad - tentem não falar Maomé - foi embora pro Céu). Atualmente é um templo islâmico.
> Se você forçar a vista um pouquinho vai ver duas cúpulas azuizinhas. Então, lá é a Basílica do Santo Sepulcro. O nome explica por si só, foi erguido no lugar onde Jesus foi sepultado e o resto todo mundo já sabe...

aaaH! Sei lá, acho tudo muito bonito IFYIOFYIOFPSDOIFHI
Mas reconheço que é bem complicada essa relação até porque são religiões com divergências muito acentuadas.
Engraçado que toda vez que eu via essa imagem, que é tipo uma cartão de visitas, só pensava nisso das religiões em um mesmo lugar, assim tão próximas... Por essas e outras, Jerusalém era pra ser território internacional no plano original da criação de Israel afinal lá foi berço das três grandes religiões monoteístas que temos hoje. Pelo jeito não dei muito certo, mas pelo menos é patrimônio da UNESCO ^^

Agora vamos todos pra lá e depois pro Egito \o/ \o> o/ \o

__
Post estranho - parte 2


Vamos lá gente! Chocolate de graça pra quem souber quem é essa criancinha do...desenho?

Sim, ele mesmo: o cara barbudo (sem ser o Papai Noel, nem Dom Pedro II o.o), o Pai da Evolução: DARWIN! AEAE \o/ Esse cara veio com aquela idéia de 'seleção natural' que me atormenta desde que eu tinha, sei lá, 3 meses e tive minha primeira crise de garganta. A partir daí, sempre doentinha; incluindo ter escarlatina que é uma doença que matava a galere antigamente =\

O que podemos concluir disso tudo? Que a seleção natural não me considera um ser vivo evoluído/adaptado o suficiente para viver nesse mundo DD:

Mas o que isso tem a ver com a criaturinha da foto? Pra quem não conhece, ele é o Edmund d'As Crônicas de Nárnia. Ééé... Aquele que trocou os irmãos por manjar turco o.O (fiquei com vontade de comer aquilo desde que vi o filme - confesso que impliquei um pouco esse filme, mas é até legalzinho).

Agora explico sobre a bizarice-mor a qual comentei no post anterior. Esse menine é o tataraneto de Charles Darwin (acho tataravô um parentesco tão subjetivo. Posso dizer que um cara lá na Idade Média é meu tataravô - ou melhor, tatatatatatatata*15 vezes*taravô, como diz o Kiko-pirata :^] Mas enfim, é como se o pai do bisavô dele fosse Darwin). Até achei meio parecido =D

E não é só isso, pelo outro lado ele é descendente do tio da Ana Bolena (a sem cabeça mesmo), logo, parente dela e da Elizabeth I. REFLITA. Sem contar uns ascendentes libaneses/turcos/persas só falta ser o Xerxes aleatórios que ganharam prêmios Nobel e/ou escreveram livros famosos. MEU, ELE NÃO EXISTE!!

Olha o tanto de coisa inútil que você descobre quando vê o final de uma entrevista na HBO e quer se certificar do que ouviu consultando o pai Google...

Só pra fingir que esse post informa alguma coisa (mesmo que velha), depois que a Disney desistiu da franquia por motivos que geram diversas teorias da conspiração Elvis não gostou do último filme, a Fox está produzindo o próximo filme de Nárnia com um orçamento bem tosco que até eu pagava - NOT MEEESMO¹²²³³²³¹² -, mas pelo menos mudou o diretor e agora, quem sabe, tenha sangue nas batalhas, porque não é normal você enfiar a espada em alguém e ela sair brilhando de limpa :x

O nome do filme é "A Viagem do Peregrino da Alvorada" e eu queria ver no cinema porque acho esse nome lindo *-* e porque tem barquinho *____*.


Aposto que por causa do título vocês acharam que esse post teria um assunto atual e mega polêmico. Tolinhos x_x

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Off With Tim's Head

Depois de mais de um mês, eu finalmente assisto Alice no País das Maravilhas. Deveria ter ido com os Musguinhos, mas forças externas nos impediram... Mas ir ao cinema com mamãe é sempre divertido, ainda mais se você aprecia um bom comentário irônico de vez em quando (meu humor tinha que ter vindo de algum lugar, né?).

Desde quando eu era pequena e assistia ao desenho da Disney criei um certo apreço pelos personagens bizarros e suas manias mais bizarras ainda. Outra coisa que gosto muito, e todos já perceberam, são os filme do Tim Burton, logo eu achava que Alice e o Tim foram feitos um para o outro, certo? ERRADO!

Sempre achei que uma adaptação da história deveria ser feita por alguém que não deixasse sua marca em cada uma das cenas de forma tão nítida, algo mais sutil pra compensar a história que é exagerada por si só; mas, uma vez começada a produção, não se pode fazer muita coisa...
Ao contrário de muitos dos fãs, eu não esperava que ele criasse uma versão dark psicótica de Alice e, em princípio, até aceitei de bom grado a ideia de uma continuação da história original.
Vamos à tal história...

Alice Pevensie vai casar, mas, no dia do noivado com um cara muito chato, ela foge atrás de um Coelho Branco e acaba entrando no guarda-roupa caindo na toca do coelho e vai parar em um lugar 'curiosíssimo, curiosíssimo' onde uma galerinha esquisita discute se ela é ou não é ela. O fato é que Underland virou um caos e eles precisam que a Alice volte para salvá-los devolvendo para a Rainha Branca a espada (tipo aquela do Aragorn) que matará o Jaguadarte - que é uma dragaozinho - e está com a Rainha Vermelha. Depois de alguns contratempos ela consegue a espada e então acontece uma reunião para saber quem levará o Anel até Mordor será o grande guerreiro que irá empunhá-la e derrotará o Jaguadarte. Cumprindo a profecia, Alice decide ir, veste sua armadura de Éowyn, e tem início a grande batalha final *voz de narrador épico*.

Bem, e o que diabos acontece? NADA! Esse é o problema. A história não chega a ser ruim a ponto de insultar a obra original, nem é digna de ser uma homenagem à ela. O argumento é simplesmente mais um no estilo "oooH! Você é o escolhido para salvar Underland/Arda/Nárnia/Hogwarts".

E eu ainda quero saber o que a roteirista usou antes de criar a Rainha Vermelha. No ímpeto de misturar as histórias dos dois livros ela juntou a Rainha Vermelha (Através do Espelho) que é uma nobre senhora de um jogo de xadrez e tem altos papos legais com a Alice no final do livro, com a Rainha de Copas (País das Maravilhas), essa sim a tirana que fica gritando "cortem as cabeças!!"



Falando em Rainha... Muita gente falou mal da Anne Hathaway dizendo que sua Rainha Branca era superficial; isso até que não me afetou, eu entendi a intenção e me diverti com aquelas coisa de 'o mundo pode acabar, mas eu continuo linda e delicada e ando como se estivesse flutuando'.

A Mia Wasikowska é outra que foi bastante criticada por ser "sem sal demais". Eu consigo imaginar a Alice crescendo e ficando daquele jeito: com a resposta na ponta da língua, mesmo que esta aparente não fazer sentido nenhum. Acho que o problema é mais o roteiro que não deu oportunidade para ela mostrar seu talento dramático, porque quem viu "In Treatment" sabe que ela manda muuuuito bem.

Quanto o Alan Rickman dublando a lagarta, eu esperava um "mister Potter" ao final de cada frase...

A parte mais tensa fica por conta do Johnny Depp e seu Chapeleiro "Che Guevara" Maluco - o
melancólico líder da resistência - WTH?... Adoro o cara, mas essa coisa de sempre fazer papel de gente excêntrica acaba fazendo com que ele repita os trejeitos de um personagem em outro. Eu consegui exergar o Willy Wonka em praticamente todas as expressões faciais dele (sem contar aquela maquiagem exagerada que parecia o demônio :x). E é impressão minha ou rolou um clima entre ele e a Alice? O.o E ainda teve aquela dancinha homenagem ao Michael Jackson que me deixou com a sensação de vergonha alheia elevada à infinita potência.

O Gato está fofíssimo de esquisito e é a melhor parte do 3D.
Eu ainda tenho muita vontade de mordê-lo =D
E o caxinguelê (o dormouse) está divertidíssimo, apesar de ter ficado muito parecido com o ratinho valente do "Príncipe Caspian" (sim, eu vi esse filme esses dias e descobri uma das coisas mais bizarras da minha vida o.o).
A Helena está ótima, sem mais.

Na verdade o certo seria "off with Linda Woolverton's head", já que ela foi a roteirista responsável por essa bizarrice e eu não sei até onde o Tim Burton teve autonomia, uma vez contratado pela Disney. A história simplesmente não empolga e a tentativa de, em certas cenas, criar diálogos nonsense como no original é, no mínimo, frustrada (e o que foi aquele final com a Alice neocolonizadora, desbravadora da China?). Nem a trilha sonora consegue animar, o tema mmmaravilhoso só toca nos créditos finais depois da música da Avril Lavigne ¬¬


Mas alguns fatores evitaram que eu apelasse pro voodoo quando chegasse em casa: a direção de arte, a fotografia e o figurino estavam perfeitos, sendo os vestidos da Alice incrivelmente criativos *-*
E o mais legal de tudo foi o tanto de referências aos livros originais e às ilustrações do Tenniel; isso faz com que alguém que sabe o livro de cor e salteado fique bastante feliz (sem contar a citação a "O Príncipe" que me fez dar pala no cinema o/)



Infelizmente, o filme foi mais um exemplo de alguém que tinha um excelente projeto nas mãos e não conseguiu aproveitar. Eu daria um 6,5 mais 0,5 por ser 3D (Mentiiiira! Eu nem gosto tanto assim de 3D). Mesmo assim eu não odiei o filme - talvez por esperar algo muuuuito ruim -, é divertido. Só.

E agora, temam: a Disney quer um Alice 2. *se mata*



Obs1.: no filme eles falam Underland mesmo. Inclusive, no manuscrito original era isso que aparecia no título, depois que virou Wonderland ^^

Obs2.: eu quis tanto que o Chapeleiro fizesse a charada do corvo e da escrivaninha... Mas depois que ele repete pela quinta vez quis jogar algo na tela ._.

Obs3.: eu temo todas as futuras releituras da Disney. Estas incluem "A Bela Adormecida", "Cinderella", "O Mágico de Oz" e "A Bela e a Fera". DDD:


2012, chegue antes disso, por favor!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nero, onde estão suas tochas?

Se eu pudesse matar o diretor, eu matava.
Foi com esse pensamento que eu cheguei, com muito custo, aos créditos de Nine.
Rob Marshall dirigiu o premiado Chicago e agora aventurou-se em uma releitura da obra "8 1/2" do Fellini. Sacaram o Nine?


O filme fala de um famoso cineasta italiano nos anos 50 chamado Guido Contini. Ele já fez altos filmes sendo que os primeiros são considerados verdadeiras obras-primas, enquanto os últimos são um verdadeiro fracasso (aqui você pode inserir o nome de milhares de diretores que a carapuça serve. Sinto que o Tim está perto disso D:). A despeito das críticas, ele tem um novo filme, chamado "Itália", que começará a ser filamdo em poucos dias, maaaaas ele não tem um roteiro. REFLITA.

Sofrendo uma baita crise de falta de inspiração (tipo a J.K. Rowling antes do 5º livro, por isso saiu aquilo, mas o 7º é pior...) ele tenta criar o roteiro, mas sem muito empenho e, fora isso, continua vivendo a vida com sua amante Penélope Cruz eu nunca aprendo os nomes, lembrando de sua infância quando foi junto com a turminha do jardim ver uma prostituta - que era a Fergie -, tem um affairzinho com a atriz principal do filme que é a Nicole Kidman e no meio disso tudo está sua esposa, Marion Cotillard, que cansa e sai de casa.

Mesmo com um elenco de peso como esse - e isso porque eu esqueci de alguns-, liderado pelo Daniel Day-Lewis (como ele se submeteu a isso? Meeeu, Sangue Negro te diz alguma coisa?), o filme não decola. Imagina a minha cara quando eu vi a Sophia Loren com seu número inútil e sem graça? ¬¬

Durante um tempo eu achei que seria uma coisa meio Ziegfeld com seus mil e um casos amorosos e inspirações que vêm do nada. Tipo aquelas pessoas que precisam vivenciar algo pra se inspirarem. Tolinha, eu...

"Por que todos, de repente, estão tão obcecados por um roteiro?"
Eu me incluo entre as pessoas obcecados pelo roteiro porque Nine não tem nenhum!

Os números, seguindo a linha de Chicago, são imaginados. Neste último as músicas tinham características das músicas dos anos 20 (eu adoro), em Nine elas tem o estilo daquelas músicas megalomaníacas dos anos 50, mas isso não é o suficiente para criar uma identidade para elas.

A idéia de que, em um musical, após uma música o personagem sofreu alguma mudança se perde aqui. Talvez o fato dos números acontecerem no plano da imaginação Vestido de Noiva -oi? influenciem um pouco, mas não acredito que seja o principal fator. O problema é que a maioria dos números são apenas representativos, e com letras toscas. Isso até funciona em um número comercial como foi "Cinema Italiano", mas não têm explicação para os outros; os mais dramáticos e com significado são os dois da esposa do cara (legal que é meio convencionado de que personagens delicados cantam música agudas - q) e o último do próprio Guido onde ele desiste de fazer o tal filme. benzadeus, senão ia demorar mais

Os números são muito bem bolados e magnificamente coreografados (eu amo coreografias bem sincornizadas) - mérito do filme! -, mas isso não é cinema 3D que parece seguir uma tendência de compensar um roteiro fraco com peripécias visuais.
Mesmo assim algumas músicas caem no ouvido e foi o que aconteceu com a música da Fergie, a "Be Italian". A melodia é legal, a letra uma droga, mas a coreografia com aqueles pandeiros e o ritmo de tarantella ficou bem legal.

Pra não dizer que eu sou chata, gostei do final em que tocou um medley instrumental das músicas enquanto casa personagem aparecia e os créditos finais mostrando os ensaios ficaram bem legais =D
Outro mérito do filme: estadunidense é um bicho chato e a última coisa que eles querem é ver um filme legendado, então somos obrigados a ver filmes que se passam em qualquer lugar onde não se fala em inglês... falando em inglês (e isso quando não fazem sotaque britânico). Lógico que filmar em outra língua é muito complicado e em momento algum acho que isso deveria ter sido usado em Nine, a ótima sacada foi a idéia de fazer os atores falarem inglês com sotaque italiano. Mais ou menos a mesma coisa usada em Operação Valquíria onde todos falavam inglês, mas com um jeitão de alemão ^^

No final das contas, Nine é ruim, não me convenceu e desperdiçou grandes talentos; e a gente ainda tenta salvar algumas coisas ._.


"Guido é o último dos homens romanos"
Algo me diz que meu amado Otávio Augusto e seu tio Júlio César estão, de seus respectivos túmulosconvocando uma centúria pra atacar essa galere aí. Tem todo o meu apoio.