sábado, 26 de maio de 2012

Nevermore! (entenda como quiser)

   Eu e uma galerinha do barulho fomos curtir altas aventuras assistindo O Corvo. O filme, como outras obras, vai tratar dos acontecimentos que poderiam ter acontecido antes da misteriosa morte de Edgar Allan Poe - autor do poema TANDAM O Corvo. Teorias da conspiração é o que não faltam!
   A história é bem simples: em Baltimore (por mais que seja nublada e tenha aquele feeling vitoriano, não, a história não se passa em Londres), crimes começam a acontecer, mas esses crimes não são crimes normais nunca são, eles remetem às histórias do verborrágico e quase fracassado escrito Edgar Allan Poe. Muitos suspeitam do próprio Poe, então ele se une ao detetive Fields para investigar os casos.
   Quase Todo mundo já ouviu falar de Edgar Allan Poe. O cara não é só um dos primeiros escritores com essa pegada mais gore como também é o pai do romance policial. rá, Conan Doyle E a graça desse roteiro é que em algum ponto da biografia de Edgar Allan Poe alguns crimes parecidos com os de seus livros realmente ocorreram e houve boatos de que ele os cometera.
Parece Londres, mas não é Londres
Parece o Jack, o Estripador, mas não é ele.
O filme segue bem essa fórmula de história policial vitoriana (e eu adoro!) com pessoas que têm de confiar muito mais em seus raciocínios do que em um mega computador que processa dados de criminosos fichados. O seu diferencial está na vibe meio Jogos Mortais das mortes - que me deixaram mais do que agoniada - e na diversão que é pra pessoas que conhecem a  obra de Poe eu me surpreendi com o número de histórias que eu conhecia e tentam associar as mortes com as histórias. O próprio Poe, interpretado pelo John Cusack num papel que parece ter sido pensado para o Johnny Depp, é um pessoa bem excêntrica que está sempre falando sem parar quase como um personagem de um livro antigo. Divertidíssimo!
Passei o filme sem entender a fantasia dessa mulher... 
 Os pontos fracos do filme foram justamente que só foram deixar pistas mesmo mais para o final e, claro!, na parte romântica. PORQUEMEUDEUS inventam de pôr romance em tudo? A atriz que faz Emily, o amor proibido de Poe, pode ser bonita, mas é completamente insossa (nível Thor, alguém?) e o roteiro, como sempre, não ajudou muito. Colocaram ela como o impulso final para Edgar Allan Poe participar da investigação, mas tudo poderia ser mais inteligente. Poe merecia isso!
  Apesar do filme não ser uma história de detetives brilhantes, mas sim pessoas quase normais investigando crimes, não pude deixar de notar uma clara inspiração na história "Um estudo em vermelho", do Sir Arthur Conan Doyle, no final do filme adoro figurante que é o culpado!.
     No final, é um filme bem divertido, principalmente se você gosta desses suspenses vitorianos e de ficar morrendo de agonia no cinema. Eu preferiria que o filme tivesse seguido uma outra linha, mas isso sou eu (e se eu falar vou dar spoiler), mas acho digno pra despertar o interesse do povo pelo autor.

P.S.:
> Edgar Allan Poe realmente foi encontrado quase demente repetindo "Reynolds, Reynolds" e ninguém nunca conseguiu explicar isso. Bear it in mind...
> Uma vez a Agatha Christie foi chamada pra depor porque um doente resolveu matar o povo se inspirando nos livros dela. Adoro esse povo criativo!
> Alguém terminou o filme e tá esperando a versão com o Jules Verne?



3 comentários:

  1. O filme me divertiu quando o assisti, mas uma coisa que incomodou durante quase o nele todo e me deu raiva ao chegar à cena final foi sua trilha sonora que mais parecia ter sido tirada de um filme policial de ação onde voam tiros, cabeças e sangue para todo lado, e não de um filme de suspense. Eu gostei da direção que o filme tomou, mas preferia que ele tivesse ficado sem aquela péssima cena final antes dos créditos.

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  2. Aquele Thor é tão sem sal, açucar, pimenta, canela, cominho... hahaha
    Não fui assistir o corvo por falta de companhia :(( mas agora fiquei curiosa! acho que ele vai ser minha companhia de sabado a noite!

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