domingo, 3 de junho de 2012

O bruxo, o casarão e o pretinho básico

 (esse post carece de mais imagens porque eu fiquei com medo de procurar)

 Hoje eu tô frenética nas resenhas. Acabei de ver o A Mulher de Preto, o filme que nos mostra Daniel Radcliffe não sendo Harry Potter. Ou não.
  Eu nunca resisto a qualquer suspense que se passe em épocas passadas na Inglaterra. Esse país tem o dom de atrair esse tipo de história. Deve ser a chuva e a névoa... Com The Woman in Black não é diferente e a história gira em torno de Harry Potter, um menino que descobre que é um bruxo Arthur Kipps, um advogado, viúvo e com um menininho, que se vê obrigado a fazer uma viagem a uma cidadezinha do interior para pegar os papeis da escritura de uma casa cuja proprietária morrera. Mal ele chega à cidade, percebemos que o povo é bem estranho e super não quer que ele fique na cidade. A gente percebe, ele continua todo trabalhado no blasé. Não demora muito para sabermos que a tal casa - que é um casarão no meio do pântano - é assombrada. Não sabemos por quem nem porquê, e coisas bizarras começam a acontecer na cidade.
  A história é simples, em momentos até um pouco mal explicada que tanto papel é esse que ele procurava?, mas segue a boa tradição de histórias góticas com fantasmas nervosos. MEU, eu nunca levei tanto susto na minha vida! Tá certo que eu sou medrosa e nem sei porque resolvi ver esse filme, mas esse filme levou meus sustos a um nível totalmente inesperado. E pior que isso nem pode ser considerado mérito porque muitas vezes eu me assustei mais pelo TANDAM do que pela cena em si. Em muitos momentos a ausência de um som mais chamativo teria tornado o suspense muito mais efetivo, fato.
Quase um Rumple Rasput Raskólnikov
 A atmosfera do filme é um ponto altíssimo. Num filme desse, se não tem o climão de suspense nada mais funciona; felizmente A Mulher de Preto acerta nesse quesito. Outro ponto que deixa tudo mais sinistro é o uso de crianças. Muitos filmes têm um certo receio em usar crianças, mas não é o caso desse que cria cenas e mais cenas tensas com os pequenos.
  E Daniel Radcliffe continua sendo o Harry Potter, pra mim, e demorou pra eu comprar a ideia dele ser viúvo e ter um garotinho de uns quatro anos. Ele simplesmente parecia garoto demais! Mas depois me acostumei e pude apreciar sua atuação. Ele não fez feio e me convenceu bonito principalmente quando mostrava o seu lado viúvo-depressivo-workaholic. Com o diretor certo o que HP demorou pra ter, Radcliffe consegue convencer (:
  O filme não é genial e às vezes até soa bem parecido com outros suspenses que já vimos por aí O Chamado com seu papel de parede, alguém?, mas no geral funciona como um bom passatempo pra quem gosta de suspense de época e quer levar muitos sustos.

P.S.: quem já leu A volta do parafuso e/ou assistiu o maravilhoso Os Inocentes deve ter associado na hora na primeira aparição da mulher de preto, né?
P.S.2:  dica pras pessoas de filme de suspense/terror: PAREM de seguir o barulho/vulto/whatever e escutem os moradores locais.
 

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