sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cloud Atlas readalong - Parte 1

The Pacific Journal of Adam Ewing
ou simplesmente Adam Ewing e seu diário chato


Ilhas Chatham

Século XIX. Adam Ewing é um americano que está viajando pelas ilhas do Pacífico Sul. Enquanto seu navio – o Prophetess – é reparado, ele deve ficar nas Ilhas Chatham (perto da Nova Zelândia) e aí mora o perigo!  A ilha está lotada de canibais! Ou pelo menos é o que a cabecinha de colonizador de Mr. Ewing o faz pensar. Durante sua estadia na ilha canibal, ele conhece Dr. Henry Goose, que afirma que Ewing está contaminado por um verme megaevil. E como se a vida do pobre Ewing não pudesse ficar pior, e se eu dissesse que ele será obrigado a ajudar um índio nativo da ilha, de maneira inesperada?!


Índios Moriori,
da Nova Zelândia
O estilo. The Pacific Journal of Adam Ewing é escrito no melhor estilo dos romances marítimos, tipo Melville, sabe? Esperem um bando de palavra antiga que ninguém mais usa. Amplie seu vocabulário e fale como um yankee pré-Guerra de Secessão. Sucesso garantido com as gatinhas! Também esperem muitas, mas muitas descrições de tudo que é exótico.

Adam Ewing se encaixaria na categoria “é bonitinho, mas não pensa por si próprio” (Isso é uma categoria?). Ok, ok, é a época. Ele é legalzinho, sim, só há de se ter paciência.

Reparem no mecanismo de legitimação. Em certo ponto aparece uma nota de rodapé assinada por um tal J.E (talvez o filho de Adam, Jackson), mostra que estamos lendo uma versão revisada do texto e não a original escrita por Adam. 
Amo quando os autores fazem essas brincadeiras!


Navio do séc. XIX.
Tem gente que gosta de trem,
eu gosto de barquinhos.
Frase notável. “I recalled my father-in-law’s aphorism “To fool a judge, feign fascination, but to bamboozle the whole court, feign boredom” & and I pretended to extract a speck from my eye.” (P. 34) PURE GENIUS!

Ainda bem que eu conheço a história, porque é bem fácil jogar o livro pro alto e fingir que não viu por causa dessa primeira partezzzZZZzzz.
No mais, começo de história é assim mesmo: curto, pouca informação e pouco sentido. 
Vamos ver o que a próxima parte nos espera, shall we?

Alguém aí lembra da música de Mestre dos Mares?



O que nos leva para a Parte 2 ->




4 comentários:

  1. Eu comecei a ler o Cloud Atlas (nunca vi o filme) e estou na parte do diário. Ainda não consegui avançar mais...é chatinho!
    Espero que melhore: beijinhos

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    1. Eu postei ontem os comentários sobre a segunda parte.
      Te garanto que melhora, e como!!
      *:

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  2. Oi Vevs, pena que só vi o filme. Gostei muito de Matrix e fiquei ansioso para ver o novo trabalho irmãos Wachowski com Cloud Atlas. Achei o filme ótimo e primeira oportunidade lerei o livro.
    Pelo jeito que você disse sobre a escrita e o estilo de The Pacific Journal of Adam Ewing me fez lembrar o modo que Jules Verne escreve em 20 Mil Léguas Submarinas, feito um diário de bordo do professor Aronnax a bordo do Naútilus. Tem até uma parte no livro do Jules em que o submarino fica encalhado próximo a uma ilha que é repleta de nativos indígenas.

    :D

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    1. Por favor leia (e acompanhe o readalong, se quiser).
      É bem nesse estilo de romances marítimos mesmo! O David Mitchell é gneial, porque ele consegue mudar o estilo de escrito/tema em todas as partes, e te convencer disso!

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