sábado, 2 de fevereiro de 2013

E mataram o meu sonho

    Verônica respira musicais. Verônica tem Os miseráveis, de Victor Hugo, como um dos livros de sua vida. Logo, a soma dos dois seria a perfeição, certo? Certíssimo agora vou parar de falar de mim mesma na terceira pessoaLes Misérables, o musical, está no meu top 3 e quando eu empolgo passo dias ouvindo e cantando as músicas sem parar!

    Quando eu vi o primeiro trailer da adaptação de Les Mis pro cinema meus olhos encheram d'água e com muito custo aguentei até o começo de 2013 pra poder assistir ao filme. Parece que finalmente teríamos uma adaptação cinematográfica digna da obra original.

     Vou me abster de fazer um resumo, porque a história é muito intricada e com muitos personagens pra eu conseguir contar algo decente. Aconselho ler um artigo na Wikipedia ou algo do tipo. Vou falar do musical em si. Les Misérables é um musical francês dos anos 80 que caiu no gosto do público tão rápido que foi traduzido pro inglês e estreou no West End e na Broadway, ganhou um bando de Tony (o Oscar dos musicais) e é um dos "favoritos do mundo". Na verdade, Les Mis é quase uma ópera, nem tanto pelo estilo de música, mas por ter, ao todo, umas três falas faladas (??) durante toda a encenação. Sim, gente, eles cantam tu-do e não são grandes números com sapateado, a coisa é séria! Mas agora vamos ao filme...
     ... Decepção define. 
Todos chora
      Por algum motivo confundiram fidelidade ao original com "vamos filmar como se fosse a peça". Todo mundo gosta de fidelidade, mas tem coisa que não funciona tão bem em um formato como funciona em outro. A primeira parte do filme passa correndo. Adeus, empatia! Só começamos a realmente nos importar com alguém quando Fantine vcs lembram da moça do Rouge? (Anne Hathaway) canta I Dreamed a Dream, porém a trajetória da personagem até aquele ponto acontece toda em uma música (Lovely Ladies). Nos palcos é assim mesmo, fica ótimo, mas no cinema só consegui ouvir risinhos contidos quando a pobre Fantine fala sobre o "inferno que tenho vivido", mas que pra nós passou a impressão de ter sido, o quê?, um dia. Essa era a hora de fazer aquelas maravilhas do cinema e dar a impressão de cinco anos em um minuto, certo, produção?
      Alguns surgimentos - quase aleatórios - de personagens ajudam a dar a impressão de falsidade e coisa forçada. Tipo, mas de onde que ele veio?! Nos palcos, veríamos o ator entrar em cena ou o foco de luz seria jogado sobre ele, no cinema serviu pra... dar uns sustos. 
      As músicas também não ajudaram isso vindo daquela que, se pudesse, sairia cantando pras pessoas. Não, isso não é desculpa pra você perguntar "perae, o filme é todo cantado?", o filme é a adaptação de um musical e está classificado como tal. Porém, não tiro a razão de quem perdeu a paciência. É música de mais pra desenvolvimento de personagem de menos. Alguns personagens têm a sorte de terem um solo para falarem de seus sentimentos e de quem são, outros são coadjuvantes de luxo, só. Por que não tiraram um pouco das músicas e não colocaram uns diálogos pra desenvolver melhor o pessoal? Pelo menos não ia ter ninguém achando que a história se passa na Revolução Francesa D:
Isso é a gente
depois de uma hora de filme
      A meu ver, uma adaptação cinematográfica de uma peça deveria focar em mostrar as coisas de uma forma a diferenciar do teatro; a exemplo do solo do Javert - Stars -, que teve uma cena belíssima apostando naquilo que só o cinema pode nos dar. Longe de desmerecer um em favor do outro, mas a forma com que vemos um filme é diferente da forma com que vemos uma peça.
     Mas nem tudo são trevas. Os atores estão muito bons, cantaram no gogó (e olha que as músicas não são fáceis!). Claro que alguns se saíram melhores que os outros, em especial os atores que são do teatro musical, mas menina Anne roubou a cena com seu solo. Fato. A produção em si é linda! Figurino, reconstrução de época, orquestração das músicas, e o que seriam as cenas das barricadas se elas não tivessem sido tão corridas? 
     Triste foi ver as pessoas saindo no meio do filme,  zoando bastante, e ainda por cima entendendo partes do filme totalmente ao contrário. 
     Lamento bancar a advogada do diabo, mas concordo com quem disse que com essa produção, se o filme não fosse musical teria sido muito melhor. De musical, vou ficar com o do teatro mesmo, que já fico muito satisfeita.

E o mais novo integrante
do Arctic Monkeys
P.S1.: Marius e Eponine eram os do cabelo mudernin. Uma tinha luzes, o outro parecia vocalista de banda indie.
P.S2.: OMG um Enjolras digno do personagem do livro VENIMIM. Foi só eu ou deram muitas sugestões dele com o Grantaire? Grantaire who?
P.S3.: Suddenly - que concorre a Melhor Canção Original - é linda, mas ficou super deslocada no meio das outras músicas. Que pena.




23 comentários:

  1. Acho muito complicado adaptações de musicais. Sweeney Todd brilhou com todo seu louvor, fico triste de saber que não foi o mesmo com Os Miseráveis..

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    1. Estou chegando à conclusão de que musical bom é musical no teatro. Por algum motivo os filme raramente dão certo! A não ser aqueles antigos que foram feitos pro cinema..
      Você também gosta de Sweeney Todd? Eu amo esse musical, mas entendo quem não gostou do filme. Apesar de eu ter gostado, ainda acho que o Tim pesou a mão no drama, pq era pra ser mais engraçado.
      Pois é, estava apostando horrores que Les Mis ia ser A adaptação #chatiada

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  2. Verdade, muita gente saiu quando percebeu que seria um filme cantado até o final.

    Realmente tem música demais. Mas gostei da maioria delas. E mais tarde, quando vi as indicadas a Melhor Canção Original, não lembrava qual delas era "Suddenly". 0.0

    Ainda não li o livro, então não tenho como compará-lo ao filme. O box tem um preço salgadinho por aqui. Mas vou ler! No matter what! =D

    p.s.: gosto muito do seu canal ;)

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    1. Na minha sessão o auge das pessoas saindo foi quando a Eponine cantou "On My Own". Acho que ninguém aguentava mais o romance lá.
      As músicas são lindas mesmo (se você não ouviu, aconselho procurar no youtube a versão do teatro das suas favoritas =D).
      Eu acho que eles podiam ter deixando só os números maiores e os solos, aquelas músicas de transição não ajudaram em nada pra história. Como eu disse, deveriam ter usado o tempo pra mostrar mais dos personagens...
      "Suddenly" é a música que o Jean Valjean canta quando está na carruagem com a Cosette, assim que ele a salva da pensão. É só piano e voz, bem diferente das outras. Quando você ouvir o musical de novo, vai perceber como é meio deslocada D:
      Menina, não deixe mesmo de ler o livro! E eu super aconselho juntar um dinheirinho pra comprar a edição com notas de rodapé, a leitura vira outra coisa.
      Enfim, obrigada pelo comentário e continue acompanhando o blog/canal pra gente conversar mais (:

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  3. Concordo plenamente com você quando diz que que o filme poderia ter menos músicas e mais diálogos. No entanto, preferi observar com "bons olhos" a fidelidade dos personagens e da história (onde logicamente observei algumas falhas), deixando um pouco de lado a parte musical. De modo geral gostei bastante do filme, principalmente por eles terem dado um bom espaço pro Gavroche que dentre todos é o personagem que mais gosto. Mas a atuação do Sr. e da Sra. Thénardier também foi muito boa!

    Parabéns pelo blog e pelo canal!!!!

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  4. Não foi um filme fácil... mas ainda assim eu curti!

    A cena do Jean Valjean na igreja está magnífica e a Anne realizou um solo que entrou para história do cinema. E o Gavroche? Que fofo, que música linda!

    Eu não conhecia muito do musical, três músicas, no máximo. Realmente não tenho parâmetros para comparações. O livro eu já havia lido e fiquei impressionada com o quanto, na medida do possível, estava tudo ali.

    Enfim, o filme é difícil, exatamente como o livro. Cansativo em certos momentos. Mas vale a pena persistir. Minha recompensa foi descobrir várias músicas que entraram para "minha" trilha sonora. Mas aconteceu assim comigo. Eu entendo quem saiu antes do final...

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  5. Acho que foi profundamente deprimente pra quem com eu, leu o livro, estar na sala de cinema e ver todo mundo abandonar a sessão rindo e caçoando da história. Estava lá a oportunidade, com todos os recursos e atores incríveis, de captar e contar a essência da obra de Victor Hugo. Mas mesmo assim eles conseguiram estragar tudo (ou boa parte). Concordo quando você diz que a primeira parte do filme foi assustadoramente rápida. Pisquei e Fantine já tinha ido embora. Não deram nenhuma chance de nos apegarmos aos personagens, de sentir o drama de suas histórias. Verdade que as canções foram muito bem trabalhadas, mas acho que todo mundo foi para o filme esperando ver algo “tipo Disney" onde existe o tempo das cantorias, mas tudo muito bem equilibrado com falas. Mesmo assim, percebi que muita gente nem leu que se tratava de um musical, ai então que a fuga da sala foi em série. E foram tantas cenas que eu esperava ver e que eles ignoraram completamente. Enfim, ainda reluto dizer que não gostei do filme, porque coloquei muitas expectativas em cima dele. Meu psicológico ainda não está preparado para admitir isso rsrs "But there are dreams that cannot be", certo? Fica pra próxima...

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    1. "Estava lá a oportunidade, com todos os recursos e atores incríveis, de captar e contar a essência da obra de Victor Hugo." -> ISSO!
      Alguns cortes eu já esperava por eles existirem no musical, mas o musical é lindo e emocionante e eu não consegui sentir a mesma coisa no filme, parte por conta da rapidez. O tempo no teatro e no cinema é diferente, por mais que você esteja mostrando a mesma coisa!
      Realmente, a maioria tem uma ideia bem Disney dos musicais, aí qualquer coisa que fuja um pouco já é motivo de fuga em massa das salas de cinema.

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  6. Olá!!! Sou professora de Português e gosto dos seus vídeos. Tentei achar seu e-mail, porém não consegui. Vou passar para meus alunos um vídeo seu sobre hábitos de leitura. Gostei demais. Gostaria de algumas informações, mas desejo conversar por e-mail. Você pode me escrever? Vou passar o vídeo ainda esta semana. Meu e-mail é alunosecbr@gmail.com
    Vou aguardar seu retorno, tá? Abraços!!!!

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  7. Olá,
    Gosto muito do seu canal do youtube e respeito bastante suas opiniões, mas nesse caso a minha opinião é contrária. Eu sou uma mega fã dos Miseráveis também, li a versão integral duas vezes, vi todos os filmes e minisséries possíveis e assisti meu DVD do musical muitas vezes. Minhas expectativas para esse filme eram altíssimas e, posso dizer em alto e bom som, foram ultrapassadas! Concordo em uma coisa: o filme não é para qualquer um. Se a pessoa não gostar de musicais e não for ao cinema preparada para assistir duas horas e quarenta minutos de filme cantado, talvez seja difícil mesmo. Mas discordo que os personagens foram mal construídos, ou que o filme tenha sido lento de alguma forma... É claro que os personagens não eram tão bem representados como quando se lê o livro, mas uma coisa deve ser clara: o filme é uma adaptação do musical, e não do livro. Então acho que eles fizeram o seu (excelente) trabalho. Eu gostei do fato de praticamente todas as músicas terem sido preservadas e de haver poucas falas (até achei que foram muitas, já que o musical original não tem quase nenhuma) e, na verdade, fiquei triste por algumas delas terem sido abreviadas. E, se minha opinião é muito suspeita, conheço pessoas que não são muito fãs de musicais e nem conheciam direito a história que ficaram completamente encantadas com o filme. Não me importo sinceramente que as "massas" não tenham gostado, e tenham saído no meio do filme (embora não tenha ocorrido na minha sessão, acho... eu estava tão envolvida com o filme que nem reparei). Acho que boa parte das pessoas não está preparada para isso. Mas eu, da minha parte, acho que foi um dos melhores, senão o melhor, filme que já vi! Digno de eu incentivar todo mundo ao meu redor de ir conferir!

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  8. Pra discordar do jeito que você fez, pode vir mais vezes (:
    Bem, ambas temos o mesmo background com Os miseráveis (amamos o livro e o musical), e isso só mostra que cada cabeça pensa uma coisa mesmo.
    No meu caso, o meu maior problema - talvez isso não tenha ficado muito claro no texto - foi com a direção. Pra mim, nada justifica o Tom Hooper ter praticamente transferido a peça pro cinema. Usando o exemplo de "Lovely Ladies": o musical é uma adaptação do livro e no livro leva um tempo pra todas aquelas coisas acontecerem. Qualquer produtor, se pudesse, demonstraria essa passagem de tempo nos palcos, como isso não é possível eles passam tudo em uma música, funciona nos palcos. Aí vem o filme e faz a mesma coisa, em um número mostra tudo o que aconteceu com a Fantine. Fica tudo muito corrido!
    A mesma coisa quando o Marius vai cantar "Empty Chairs at Empty Tables" (cena linda!), ele entra, para e canta - isso é coisa de teatro! Pior ainda porque logo que ele termina cortam pra cara da Cosette, quebrando o clima total! Mas isso porque no teatro depois dessa música já começa uma dos dois juntos...
    Eu esperava que o filme fosse mais orgânico nesse ponto.
    Realmente acredito que a capacidade que o filme tem de nos emocionar vem do poder da história e das músicas, (e dos atores, claro) não por mérito do filme (direção, montagem) em si.
    Sobre as músicas eu penso o seguinte, nós que gostamos de musicais levamos isso numa boa (eu mesma dei uma pala quando vi que eles não cortaram "Drink With Me"), mas o cinema traz certas limitações, e por limitações me refiro à luz, à passagem dos quadros, coisas que, aos poucos, vão nos cansando (não é à toa que pouco vêem a versão estendida do Senhor dos Anéis), some isso às músicas, pode ficar um pouco cansativo, sim. Mesmo que a pessoa vá ver o filme sabendo que é musical, ela pode não estar acostumada, diferente de quando você vai ao teatro vers um musical.
    Agora o complicado é gente falando "claro que não ia ser emocionante que nem o livro, é musical!" isso é um absurdo, como alguém escuta metade daquelas músicas e não se emociona? Ainda bem que deu tudo certo na sua sessão!

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    1. Sim, fiquei muito feliz que não tiraram Drink With Me, uma das minhas músicas favoritas (embora a tenham encurtado...)! Aliás, a única música que senti falta completamente foi Dogs Eat Dogs (será que é esse mesmo o nome? Aquela que o Thénardier canta no esgoto).
      Nem tinha reparado no que acontecia depois de Empty Chairs at Empty Tables, acho que minhas lágrimas estavam me atrapalhando muito (para mim, o Eddie Redmayne roubou todas as cenas em que esteve presente! Melhor Marius que já vi! Fantástico!)
      É engraçado mesmo termos opiniões diferentes, mas é a vida, né? ;) Por exemplo, em amei a direção de Tom Hooper. Tudo bem que, como você disse, algumas coisas ficam um pouco atropeladas, como o desenrolar da história da Fantine e a paixão entre o Marius e a Cosette (sempre achei isso corrido no musical, pensando em toda a história fofa do livro, e realmente esperava que eles melhorassem no filme), mas isso não atrapalhou eu ter amado tanto o filme! Eu me preocupava também com o excesso de close-ups, mas acabei me acostumando a eles. O rosto dos atores mostrava tanta emoção que eu não precisava de mais nada.
      Já estou me programando para ir ver de novo... :)

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  12. Ola Vevs!

    Bom, claro que estou longe de ter uma opinião tão boa quanto a sua sobre filmes e livros, mas só queria dar minha visão. Olha de Os Miseráveis eu só tinha lido aquele "folheto" de 80 pgs na escola kk. Então fui leiga assistir ao filme; e confesso que não sou nem um pouco fã de musicais. Porém, nesse, fiquei de queixo caído, porque achei brilhante. Não tenho como comparar com o livro, e nem com o teatro; e confesso que não gostei das diferenças que ouvi por aí, mas ainda assim quero ler a obra.

    Enfim, os personagens, mesmo os que não ficaram muito tempo em cena, conseguiram me passar muita profundidade, comecei a pensar em como eles se sentiam e tal. Tanto é que chorei muito no filme e agora ele está no meu top filmes, bem no topo, aliás rs!

    Mas, é muito bom ler sua opinião para não ficar somente a mercê da adaptação, que me decepciona 10 em 10 vezes rs. Parabéns pelo trabalho.

    E só por curiosidade, já que no vídeo você diz que Os Miseráveis é o 2º, qual é seu musical favorito?

    Abçs

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    1. Que isso, Josiane, aqui é todo mundo leigo!
      Muito obrigada por deixar um comentário (:
      Eu sempre acho que o bom mesmo é quando você sai do cinema gostando do filme, por isso, mesmo quando não gosto, é bom ouvir as pessoas dizendo que gostaram (isso fez sentido?).

      Mas eu tenho falado que o que está deixando as pessoas (e te deixou) fascinadas com o filme é mérito da história do livro e das músicas do musical, porque a parte cinematográfica mesmo eu achei uma bagunça OIGHPDOIHSFOGIHIOGDHFGOIFHGIO Esses close-ups exagerados, a edição, etc...

      Claro, te aconselho a ler o livro integral e procurar algumas versões do teatro, só pra ver a diferença mesmo (no teatro aconselho o concerto dos 10/15 anos - não lembro - do musical. O que é aquele coro? *arrepia*)
      A mudança que eu mais gosto do livro pro musical é o Marius, que no livro é um idiota apaixonado e no filme, ele ainda é idiota apaixonado, mas se importa com os amigos (:

      É, eu falei isso mesmo! O meu musical preferido é bem desconhecido, o nome é Assassins, do meu amado Sondheim. Fala sobre os assassinos dos presidentes dos Estados Unidos, mas com muuuuuito humor (negro) e umas músicas ótimas, como se fosse em um teatro vaudeville. Divertidíssimo!

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  13. Também acho que o filme seria melhor se fosse mais falado e etc (e se a Seyfried cantasse igual cantou em Mamma Mia, pq a voz dela ali ta muito tensa). Mas só pelos atores e por aquele final valeu a pena a primeira hora super parada. To apaixonado pela Eponine até agora <3 <3 <3

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  15. Oi, Vevs!

    Poxa vida, eu acompanho direto os teus vídeos no youtube e nunca tinha vindo aqui no blog. Assisti à tua resenha do livro Os Miseráveis, e estava esperando um vídeo falando da adaptação pro cinema, e nada, e nada, e nada, até que hoje, por acaso, descobri que tu tinhas falado do filme aqui no blog... E eu bem louca comendo mosca! Mas enfim, antes tarde do que nunca.

    Primeiro devo dizer que eu adquiri um amor imensurável por essa obra do Victor Hugo. Acho que foi a experiência literária mais incrível da minha vida. Segundo, eu AMO musicais, apesar de não ter muito contato, por falta de oportunidade mesmo, com os musicais no teatro, me restando apenas as adaptações cinematográficas. Quando você diz que musicais foram feitos para teatro me dá até uma dorzinha... Um dia, porém, assistirei à todos os espetáculos da Broadway! Tenho fé! kkkkkkkkkkkk

    Portanto, quando fui no cinema assistir ao filme, a única base de comparação que eu tinha era realmente o livro. Eu já conhecia todas as músicas (tenho elas no meu iPod), mas não sabia como era desenvolvido o musical. A primeira impressão que eu tive foi exatamente a tua, que a primeira parte passa muito rápido. A minha maior preocupação era: "E agora? Como as pessoas que não conhecem a história vão se apegar aos personagens? Como vão se compadecer da Fantine, se a história dela nem é contada direito?". Mas a verdade é que apesar de todos os poréns que foram chamando a minha atenção no decorrer do filme, eu ainda assim gostei. Primeiro porque pra mim é muito difícil observar de forma crítica e racional algo que mexe tanto com a minha emoção. Bem ou mal, era a história de Os Miseráveis sendo contada, eram aqueles personagens pelos quais eu nutri tanto carinho durante toda a leitura... E os atores estavam simplesmente fenomenais. A emoção que eles colocaram em cada interpretação foi de arrepiar. I Dreamed A Dream foi um soco na boca do estômago. Como diz uma amiga minha, foi uma tamancada na gengiva. E no final eu chorei feito uma criança, tal qual eu fiz ao final do livro. Por toda essa emoção que tomou conta de mim e por não ter o conhecimento das diferenças entre o passagem do tempo no palco e nas telas, não consegui me sentir realmente incomodada com qualquer nada.

    Eu devo ter dado sorte na minha sessão, mas não houve saída no meio do filme, nem risos, nem nada do tipo (só me estressei com uma cidadã que levou todas as 3h de filme comendo a pipoca dela. E comia como um tiranossauro trucidando uma carcaça humana, afff... Por mim pipoca no cinema devia ser proibido, kkkkkkkk). De qualquer forma, das pessoas conhecidas que assistiram ao filme sem ter lido o livro, algumas delas sem nem gostar de musicais, quase todas adoraram. Por incrível que pareça, a maior parte das críticas negativas que li e ouvi foram de pessoas que já tinham uma ligação com a história. O que fez cair por terra aquele meu medo de que quem não conhecesse a história previamente não conseguiria se apegar aos personagens... E não é que se apegaram?

    Enfim, Vevs, não sei se eu disse coisa com coisa, esse comentário está que é um tratado, né, a pessoa tipo se empolga, e tals, mas é isso.

    Nunca mais deixarei de checar aqui o blog também, olha só quanta coisa eu tava perdendo... kkkkkkkk

    Adorei. Sempre aprendo coisas novas contigo.

    Bjinhos!

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    1. Olha quanto erro de digitação aí em cima... Lição do dia: não escrever dissertações às duas e meia da matina. kkkkkkkk

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  16. Adoro suas resenhas!!!!

    Não perca a esperança quanto a uma maravilhosa adaptação de "Os Miseráveis"!!!Um dia farão a adaptação dos seus sonhos!!
    Lerei o livro ainda esse ano.
    Li apenas uma edicão SUPER-CONDENSADA.

    Sou sua fã!!!!

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  17. Grantaire Who? hahaha Foi tão triste eu ser a única no cinema que gritou "Ah lá, é o Grantaire"...ninguém conhecia :(
    Ainda acho que mesmo sendo adaptação do musical, deveriam ter incluído a morte do Enjolras e do Grantaire como no livro. Foi a única cena em um livro que me fez chorar.
    Sem falar que podiam ter desenvolvido mais a história dos Amis de l'ABC, apresentado os personagens e etc, pois eu me senti deslocada sendo a única que sabia quem eram Joly, Bahorel e Jehan

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