sábado, 2 de março de 2013

Cloud Atlas readalong - Parte 3

Half-Lives: The First Luisa Rey Mystery

Primeiro vamos entrar no clima dos protestos, intrigas políticas, advento nuclear e calças boca de sino.

(eu sei que a música é de 65, mas todo mundo gosta dela, não?!)

           Anos 70. Em plena era nuclear conhecemos Luisa Rey, jornalista de uma revista de fofoca – a Spyglass -, filha de um famoso correspondente internacional. Um dia, enquanto fazia uma reportagem (que ela odiava, btw), Luisa fica presa no elevador com um senhor chamado Rufus Sixsmith (rá, conhecem esse nome? Sim, o destinatário das cartas de Robert Frobisher, da seção anterior). Sixsmith é um cientista renomado que trabalha para uma das maiores companhias de energia nuclear, e durante essa... estadia (??) no elevador, Sixsmith conta para Luisa que descobriu uma grande falha no projeto do reator. Quando eu digo falha é no nível Chernobyl de falha! Com isso Luisa vê sua grande chance de furo de reportagem e começa uma série de investigações que podem lhe custar a vida *toca música de chamada de trailer*.
Serião, tenho medo!

           O estilo. Half-Lives: The First Luisa Rey Mystery é a primeira história narrada em terceira pessoa, mostrando vários pontos de vista. Essa parte é escrita no estilo de uma airport novel (aquele livro com história que te prende, que você lê durante a viagem e depois esquece em um canto). Diferente das descrições de Adam Ewing e do lirismo de Robert Frobisher, a escrita é simples (e quase truncada).

        Ligação. Luisa Rey encontra as cartas de Frobisher, assim como Frobisher encontrou o livro de Adam Ewing...

Protesto anti-nuclear
          - O título dessa parte é muito bom! O "meias-vidas" faz referência tanto à radioatividade (todo mundo lembrando das deliciosas aulas de Química?) quanto à estrutura do livro, cada vida sendo contada pela metade. 

         - Essa parte consegue ser tão sem graça quanto no filme :x Jornalista descobre informações sobre grande irregularidade em usina nuclear. Ok, não me importa. Talvez seja o estilo, o suspense nem é bem construído... Só sei que eu quero os anos 30 de volta pra mim! (Eu tento, mas não consigo curtir anos 60 pra frente)

          - Imagino que deve ter sido difícil para um autor do cacife de David Mitchell escrever de formar mais... pobre.

             - Das três partes essa é a que parece mais falsa. Luisa mora em uma cidade fictícia da California, com acontecimentos e personalidades fictícios. Fica na cara que é um livro, o que é interessante porque nem Adam Ewing nem Robert Frobisher dão a entender que suas partes não são reais. 

OMG está começando a confusão!



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